Milli Boss rompe com o Nacional
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 24 de fevereiro de 1999
Claudemir Scalone 
A multinacional chinesa Milli Boss confirmou o fim do contrato de parceria com o Nacional e o time de Rolândia vem sendo bancado exclusivamente pelo seu presidente, o empresário paulista José Antônio Martins. A alta do dólar foi o principal fator de retração nos negócios da Milli Boss no Brasil. Os chineses decidiram suspender seus investimentos no País pelos próximos três ou quatro meses devido ao encarecimento da importação, explica José Martins, que assumiu em 100% o controle do Nacional. Assumi para não deixar o Nacional morrer, completa.
Segundo ele, o rompimento de contrato não afeta o processo de transformação do time em um clube-empresa. Falta apenas 95% para sacramentar esse processo. Vamos alterar o contrato e retirar os nomes dos chineses, indica ele.
Com a saída da Milli Boss, o Nacional teve reduzido o valor de investimento na temporada 99. O clube desativou a categoria juvenil e mantém apenas os profissionais e juniores. O gasto mensal caiu de R$ 35 mil na Série A-3 (terceira divisão) do ano passado para R$ 15 mil na Série A-2 (segunda divisão) neste ano, redundando numa perda de 57% do valor antes investido.
A queda no patrocínio afetou diretamente a formação do elenco para a segunda divisão. O clube promoveu nove juniores e segurou apenas seis profissionais do time-base campeão da Série A-3 em 98. Temos um time operário formado por 70% de pratas-da-casa, destaca José Martins, que não vislumbra a vinda de reforços para o time.
Não temos poder aquisitivo para isso e nem pretensão para sermos campeões. Mas se Deus quiser vamos fazer um bom campeonato, diz ele. O Nacional lidera o Grupo A da Série A-2 com três pontos, à frente de Londrina e Portuguesa Londrinense. Como diz aquele ditado: é a luta do um milhão contra o tostão. No caso, o Nacional é o tostão, brinca.
A esperança de José Martins é de que o real volte a se estabilizar para que a Milli Boss reative seus projetos no Brasil. Existe a expectativa de que os chineses voltem a nos patrocinar no segundo semestre, possibilitando nossa participação na Copa Paraná e na Série C do Brasileiro, esclarece.


