Johannesburgo - Alguma coisa mudou ontem na África do Sul. Quando as primeiras pessoas começaram a chegar à frente do hotel da seleção de futebol local, em Johannesburgo, vestindo camisetas azuis da Aliança Democrática (o partido de oposição ao governista Congresso Nacional Africano, o CNA), parecia só uma boa ocasião para fazer um pouco de política aos olhos da mídia mundial. ''Viemos mais para dar apoio à Bafana Bafana'', dizia Angela Barns. Verdade. Não era política.
Nos cartazes brandidos acima das vuvuzelas e acima das crianças sentadas nos cangotes dos pais lia-se também ''Nada é impossível'', ''Um time, um sonho'' e ''Unidos estaremos''.
Dentro do hotel da seleção sul-africana dizia-se que só o técnico Carlos Alberto Parreira e o capital do time, o zagueiro Aaron Mokoena, desfilariam no ônibus aberto que estava sendo preparado para um giro pelas ruas do bairro de Sandton. Acabou indo mais gente. E conforme eles iam avançando, acenando para a massa, mais gente saía às ruas. Sul-africanos de todas as cores, na sensação de que a Copa, agora sim, começou. A polícia fechou num total de 195 mil pessoas nas ruas.

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