Milan quer tirar Rafael Sóbis do Inter
São Paulo - Grande destaque do Internacional, o atacante Rafael Sóbis pode deixar o clube após a final da Libertadores e se transferir para o Milan, que busca um jogador para o lugar do ucraniano Andrey Shevchenko, que deixou a equipe antes da Copa do Mundo para jogar no Chelsea, da Inglaterra.
A informação foi divulgada ontem pelo jornal italiano ''Il Giornale'', que pertence ao presidente do Milan, Silvio Berlusconi. No entanto, Sóbis só viria para o clube caso as negociações com o brasileiro Ronaldo, do Real Madrid, fracassem.
Outro nome que chegou a ser comentado pelos dirigentes do Milan foi o de Carlitos Tevez, do Corinthians. Entretanto, o argentino foi praticamente descartado, já que os italianos ficaram muito mais ''impressionados'' com Sóbis.
No final do ano passado, a Inter de Milão já havia tentado a contratação de Sóbis, mas o clube não conseguiu chegar a um acordo com os gaúchos. No começo desta semana, a diretoria do clube gaúcho havia revelado que ''não pouparia esforços'' para manter todos os atletas no elenco para a disputa do Mundial, caso o clube conquistasse a Libertadores.
Arbitragem Numa coisa, São Paulo e Inter não discutem: a arbitragem. As diretorias das duas equipes não queriam um árbitro brasileiro na decisão. Por isso, comemoraram muito a indicação do argentino Horacio Elizondo para comandar a partida de hoje no Beira-Rio. O jogo da semana passada já havia sido dirigido por um estrangeiro, o uruguaio Jorge Larrionda, que acertou nos lances capitais da partida, principalmente nas expulsões do são-paulino Josué e do colorado Fabinho.
Tanto Elizondo como Larrionda atuaram na última Copa do Mundo com destaque. Elizondo apitou, inclusive, a decisão do torneio entre Itália e França. Ficou tão orgulhoso de sua própria atuação que seu cartão de visitas, agora, é todo vermelho uma alusão ao fato de ter expulsado o francês Zidane, eleito o melhor jogador da Copa. ''Estamos muito seguros com relação à arbitragem'', disse o superintendente de futebol do São Paulo, Marco Aurélio Cunha. ''Estamos certos de que um árbitro que apita uma final de Copa é melhor do que qualquer árbitro brasileiro hoje em dia'', emendou o dirigente tricolor.
Newton Drummond, diretor-executivo do Inter, tem o mesmo ponto de vista. ''Se fosse um juiz brasileiro, já estaria dando entrevistas por aí, seria muita pressão. Já um estrangeiro chega hoje (ontem), ninguém vai atrás, ele aparece na hora do jogo, faz seu trabalho e vai embora. É melhor assim''. (Agência Estado)





