Mil pessoas não puderam entrar
Mil pessoas não puderam entrar
Especial para a Folha
Marcos Freitas
Érika vibrando com a torcida em pleno Ginásio Bolão, em JundiaíO ginásio Bolão com capacidade para cinco mil pessoas estava completamente lotado quando a torcida do Rexona chegou a Jundiaí. Quatro mil pessoas torciam para o time de Jundiaí. Mais de mil pessoas ficaram do lado de fora, devido à lotação esgotada. Elas eram animadas por chefes de torcida e teenleaders que a cada tempo do jogo entravam em quadra fazendo malabarismos e animando a torcida que respondia com um barulho ensurdecedor no ginásio.
Os pouco mais de 800 torcedores que acompanharam o time paranaense não se abateram com a torcida adversária e em certos momentos eram a maioria de vozes cantando e empurrando o time do Paraná rumo à vitória e o tão sonhado título da Superliga. Com gritos de Ô-Ô Nestlé, pode esperar, que o teu leite vai coalhar!!! e É campeão!, os paranaenses deram um show à parte nas músicas, coreografias quando o bandeirão subia e descia as arquibancadas do ginásio Bolão.
Ao final do jogo a emoção se transformou em choro, principalmente por parte dos líderes de torcidas que não tinham mais vozes para dar declarações mas em compensação tinham muitas lágrimas de alegria com a conquista. A invasão da quadra foi inevitável e o que se viu foi muita festa regada a lágrimas. Na saída apenas um incidente, uma menina levou uma pedrada, mas foi socorrida e voltou para Curitiba de avião, com a delegação campeã.
Já na madrugada de ontem, durante a concentração para a volta a Curitiba, as mães de Valeska e Raquel eram só contentamento. Abraçadas e ainda emocionadas elas disseram que ganharam o melhor presente de dia das mães de suas vidas.(M.F.)





