Mil operários trabalham 24 horas por dia no Maracanã
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quarta-feira, 15 de dezembro de 1999
Por Rodrigo Mattos 
Rio, 15 (AE) - Com o objetivo de acabar as reformas no Maracanã no dia 30 de dezembro - prazo estabelecido pela Fifa para o estádio estar pronto para o Campeonato Mundial de Clubes -, cerca de mil operários estão trabalhando quase 24 horas por dia. O presidente da Empresa Estadual de Obras Públicas (Emop), Carlos Augusto Siqueira, explicou que estão sendo necessário três turnos diferentes por causa da demora em começar a obra.
"O processo de licitação envolve um ritual que é longo e tem de ser cumprido, por isso, não tinha como inciar as reformas antes", afirmou.
"Além disso, foram impetradas algumas liminares contestando o resultado da licitação, o que tornou o processo ainda mais longo." Apesar da pressa, Siqueira garantiu que não terá problemas para terminar as obras até o próxmoio dia 30. Contou, no entanto, que a reforma completa das rampas teve de ser adiada para a segunda etapa, que começa após a realização do Mundial, em janeiro.
"As estruturas das rampas estavam muito deterioradas e tivemos de fazer um trabalho mais meticuloso do que o previsto"
afirmou. Para o Mundial, apenas metade de cada uma das duas rampas estará reformada.
"Mas, a estrutura foi toda recuperada", garantiu. Durante o Mundial, também estarão reformados parcialmente o estacionamento, que terá capacidade para 2500 vagas, e as marquises. O engenheiro da Varca Scatena responsável pela obra, Sidney Pessoa, informou que 20% da marquise terá sido recuperado até o fim do mês.
"Podem haver algumas goteiras, mas não haverá nenhum risco." Sobre a instalação de assentos na arquibancada, Pessoa disse que 67% já foi colocado entre os três setores: amarelos, que ficam nas diagonais; verdes, atrás do gol; e brancos, meio do campo. Por causa da colocação dos assentos, a arquibancada do estádio está praticamente interditada para os jogos que se realizam esse mês no Maracanã - apenas 10 mil ingressos estão sendo vendidos.
Francisco de Carvalho, presidente da Superintedência de Desportos do Rio de Janeiro (SUDERJ), responsável pela adminsitração do estádio, explicou que as obras darão uma "parada" para a disputa do Mundial.
"Depois continuamos a reforma total."


