Mil acha que ainda não chegou aos mil gols
Dois personagens do campeonato de suíço do Grêmio se destacam dos demais. Um porque perdeu as contas dos gols que fez na carreira e outro porque não consegue dominar a fome de bola - chega a jogar até 10 campeonatos por ano, sendo oito deles simultâneos.
O primeiro é o artilheiro do PP Cargas, Clemildo de Oliveira, o ''Mil'', 47 anos, que por ironia ainda não chegou aos mil (gols). ''Na verdade, perdi as contas há muito tempo, mas pode escrever aí que já fiz por baixo uns 700 gols. Esse negócio de contar é uma bobagem. O que importa é a alegria de botar a bola pra dentro'', diz o goleador da categoria 40 anos (master) do Grêmio, que também joga com os seniors (acima de 35).
Mil conta que sempre jogou no amador e preferiu não se profissionalizar para se dedicar ao comércio. Começou em Lunardelli (região de Apucarana) e depois que se mudou para Londrina foi campeão amador cinco vezes. ''Joguei dos 17 aos 32 anos. Fui artilheiro em vários campeonatos e cheguei a marcar cinco gols num jogo só. Isso naquela época em que o Amador era uma dureza só (década de 80)'', recorda.
Natelson dos Santos Bezerra, 40, não marcou tantos gols porque é meia. Em compensação, chega a jogar oito vezes por semana em diferentes campeonatos da cidade. Irmão de Nivaldo, meio-campista campeão estadual com o Londrina em 1981, Natelson foi profissional de 1986 a 1995 e começou no LEC como lateral-esquerdo nos juniores. Passou por Matsubara, Tubarão-SC, Atlético Sorocaba, 9 de Julho e Comercial (ambos de Cornélio Procópio), Rangers Talca (Chile), Deportivo Quito (Equador), San Salvador (El Salvador) e Ji-Paraná-RO.
Ao retornar a Londrina, passou a se dedidar somente a campeonatos amadores e de suíço. No Grêmio chega a fazer 15 gols por campeonato, mas sua especialidade é servir o artilheiro Rumennigue no time da UTI. E joga por várias equipes nas três categorias, e também na AABB, no Country e na Amora. (J.K.)





