Brasília - O técnico Reinaldo Gueldini conta a fórmula do sucesso do time, que costuma treinar em um campo perto de Brazlândia, a 30 quilômetros da capital. ''A equipe não depende de um só jogador, e um cobra bastante o outro'', explica. ''São profissionais buscando espaço.''
Com média de 23 anos, o elenco não conta com atletas famosos. A não ser na cédula de identidade. Nenhum tem nome de roqueiro, mas o artilheiro do time é xará do ex-craque da seleção francesa: Michel Platini. ''Já é a milionésima vez que me perguntam isso'', diz, ao ser questionado sobre o nome. ''Foi idéia do meu pai, nem pergunto muito'', segue. ''E não gosto de comparações, sou um jogador como qualquer outro.''
O atacante de 24 anos, no clube desde janeiro, é um dos poucos jogadores que tem CD da Legião em casa. Diz que sua música predileta é Índios, mas entrega: ''Gosto mesmo é de um 'forrozão'.''
Mais do que revelar craques, o sonho do presidente do Legião F.C., e de seus três sócios, é fazer do time o mais querido da região, batendo Gama e Brasiliense. ''O torcedor de Brasília torce muito para time de outros Estados. Estamos buscando uma identidade com eles e a coisa está pegando'', avisa Ítalo.
Ser campeão do Estadual e chegar à Série C do Brasileiro são os novos objetivos do Legião. Um time em homenagem a uma banda. ''É uma coisa do bem, um nome vinculado a coisa boa'', afirma o presidente.
Renato Russo morreu em 1996, aos 36 anos, em decorrência da Aids. Doze anos depois, suas letras seguem conquistando novos fãs. Música e futebol, agora, andam juntos. E, em Brasília, já está na moda um novo jeito de torcer: com rock! (D.A.B./Agência Estado)

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