São Paulo - Michel Bastos disse nesta terça-feira, dia seguinte à grande atuação contra o Goiás, que ficaria surpreso caso retornasse ao banco de reservas na próxima quinta-feira, quando o São Paulo enfrenta o Emelec, do Equador, no Morumbi, pela Copa Sul-Americana.
"Eu, um pouco (ficaria surpreso), não vou mentir. Venho trabalhando forte, mostrando um bom futebol, e sempre quero jogar. Vou sempre respeitar a decisão do treinador, isso é certo. Mas pelo que venho fazendo, trabalhando, me sentiria um pouco surpreso. Ficaria triste pelo fato de não jogar, mas quem decide é o treinador e temos de trabalhar", afirmou o camisa 7 do São Paulo.
Autor de três assistências na vitória do time sobre o Goiás por 3 a 0 na última segunda-feira, Michel ressaltou, no entanto, que se por acaso Muricy Ramalho não optar por ele, vai continuar trabalhando para voltar ao time. "Se não jogar, vou seguir trabalhando. Levantar a cabeça, dentro de campo, não vou ficar cobrando o treinador aqui, só dentro de campo que a gente mostra mesmo. Temos de respeitar", afirmou.
No próximo jogo, Muricy terá o retorno de Kaká, mas não poderá contar com Luis Fabiano, suspenso pela Conmebol. Assim, a tendência é que Michel permaneça no time, com o quarteto de frente formado por ele, Ganso, Kaká e Kardec.
O camisa 7 é apontado como o substituto ideal para Kaká a partir de 2015, quando o meia irá para o Orlando City (EUA). Porém, Michel não quer perder tempo para assumir seu lugar no time.
"Eu vim aqui para jogar. Acho que concorrência, quando se joga num clube grande, com grandes jogadores é normal. Cheguei no São Paulo com jogadores como Kaká, Ganso, Pato, Kardec. Vim sabendo que para encontrar espaços só com muito trabalho, dedicação e bom futebol, é o que venho fazendo. Vim para ser titular e estou mostrando que tenho condições. Mas depende do Muricy. Se você me perguntar, quero jogar já, independente onde for, estou trabalhando pra isso. Desde já ser titular", declarou.

RECORDE
Um dia após quebrar mais um recorde com a camisa do São Paulo, o goleiro e capitão Rogério Ceni não quis saber de moleza. Enquanto os titulares fizeram apenas uma atividade regenerativa na piscina, o camisa 1 trabalhou com os goleiros normalmente e depois ainda foi para o campo principal do CT participar de um treinamento tático em campo reduzido que os reservas realizaram sob comando de Muricy Ramalho.
Com os 3 a 0 sobre o Goiás, Ceni chegou a 590 vitórias defendendo o Tricolor e se tornou o jogador com mais triunfos por um mesmo clube na história do futebol. O fato foi repercutido na imprensa mundial e no site da Fifa. No Guinness Book (livro dos recordes), além da marca alcançada na noite de segunda, ele é reconhecido por outros três feitos: maior número de jogos como capitão de uma equipe (atualmente são 929 partidas), jogos por um mesmo clube (1.174) e maior goleiro-artilheiro (123 gols anotados).

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