O campeão do mundo, Michael Schumacher, volta a acelerar hoje o modelo F1-2000 da Ferrari em Barcelona, depois de três meses ausente das pistas. ‘‘Estou ansioso para experimentar o carro do ano passado adaptado ao novo regulamento’’, disse o alemão semana passada, na Itália.
Nem mesmo o enorme susto sofrido por Luca Badoer, piloto de testes da Ferrari, domingo, no mesmo autódromo de Barcelona, fez com que Schumacher desistisse de verificar, a partir de hoje, como se comportarão os carros da Fórmula 1 com as restrições aerodinâmicas deste ano. A quebra da suspensão traseira esquerda da Ferrari de Badoer o lançou contra a barreira de pneus no fim da reta. Depois de passar um noite em observação em um hospital de Barcelona, Badoer foi transportado ontem para sua casa, em Treviso, Itália. Ele ficará de repouso por duas semanas.
O programa de Schumacher prevê testes com os novos pneus Bridgestone, desenvolvidos para enfrentar a concorrência da Michelin, e treinos com sua Ferrari F1-2000 com o aerofólio dianteiro posicionado de forma a gerar a mesma perda de pressão aerodinâmica que as novas asas 2001 proporcionarão. Mais: o aerofólio traseiro com apenas dois planos de asa, também como manda a regra 2001, e não mais três, solução utilizada por quase todas as equipes.
Quatro pilotos treinaram ontem no Circuito da Catalunha. David Coulthard usou o carro do ano passado da McLaren para testar pneus para a Bridgestone. O piloto de testes da equipe, o austríaco Alexander Wurz, testou no chassi 2000 os novos motor, câmbio e diferencial. Pedro de la Rosa trabalhou no desenvolvimento do controle de tração da Arrows, com o modelo 2000, e Heinz-Harald Frentzen experimentou a nova Jordan EJ11, equipada com motor Honda.

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