Michael Schumacher tem fratura 'mais cara' da história
Agência Estado
O piloto alemão de Fórmula 1 Michael Schumacher pode se vangloriar de ter sofrido, no domingo passado, a fratura de perna mais cara da história. De acordo com informação publicada ontem no diário britânico The Express, uma companhia inglesa de seguros está pagando ao piloto da Ferrari, 65 mil libras - ou US$ 104 mil - por dia de recuperação. O diário afirma que a quantia será paga pela companhia até o dia em que Schumacher voltar a correr. Se os prognósticos se confirmarem, o alemão deverá retornar a trabalho apenas em três meses.
Schumacher calculou a sua perda nesse período, o que no seu caso é naturalmente elevada, e a está cobrando, disse o agente de seguros Wolfgang Druschky ao Express. Segundo seu estudo, o piloto gasta por mês o equivalente a US$ 320 mil com seu seguro pessoal. Nesse valor já está incluído o percentual de 40% a mais por periculosidade, explica o agente. O contrato com a Ferrari está sendo coberto por um seguro especial realizado pela equipe.
Temos um acordo especial para esses casos, confirmou Claudio Berro, da equipe. Mesmo recuperando-se da fratura na tíbia e fíbula da perna direita, decorrente do acidente domingo passado em Silverstone, Schumacher continua recebendo quase integralmente seus salários, independente do seu seguro pessoal. O contrato total com a Ferrari lhe dá US$ 43 milhões por ano, ou US$ 3,5 milhões por mês.
O empresário do piloto, Willi Weber, diante de tantas garantias, afirmou ontem que não existe nenhuma pressa na volta do piloto. Michael já está pensando no ano 2000, ele só retornará à F-1 quando estiver 100% recuperado.
Hill - O piloto inglês Damon Hill, da Jordan, pôs fim às especulações sobre sua aposentadoria. Em comunicado oficial encaminhado à escuderia o piloto, de 38 anos, garantiu que vai cumprir seu contrato e correr até o fim da temporada. No final de junho, pouco antes do GP da França, em Magny Cours, Hill surpreendeu a equipe dizendo que iria encerrar a carreira no GP seguinte - o da Inglaterra. O bom desempenho em Silverstone (quinto lugar), no entanto, contribuiu para que mudasse de idéia. Me alegro muito poder ajudar a Jordan para que possa alcançar a melhor posição possível no Mundial de construtores, disse Hill.





