Michael Schumacher sarou de repente e corre na Malásia
Agência Estado
De São Paulo
Como que num passe de mágica, Michael Schumacher concluiu, ontem, estar novamente em condições físicas de voltar a correr e a Ferrari já anunciou: o piloto alemão retorna no GP da Malásia, dia 17. Para comprovar que os quase três meses de ausência das competições não lhe roubaram nenhum milésimo de segundo, Schumacher quebrou ontem, pela segundo dia consecutivo, o recorde do circuito de Fiorano, com a marca de 1min00s942. Já não sinto os efeitos do acidente, estou melhor do que esperava, afirmou.
Talvez seja a benção do Papa João Paulo II, quarta-feira no Vaticano. Ou, quem sabe, os poderes terapêuticos, até então desconhecidos, de um dedo em riste do presidente da Ferrari, Luca di Montezemolo, na mesma quarta-feira santa, em Maranello. Não está bem claro ainda o que foi capaz de fazer Schumacher mudar de idéia em tão pouco tempo.
Domingo passado, mesmo recebendo em Paris sinal verde do médico que o cuidou, o conceituado ortopedista francês Gerard Saillant, o alemão surpreendeu a todos ao oficializar que não mais correria na temporada. Admito que me apressei um pouco e depois me lamentei, disse ontem Schumacher.
Eddie Irvine comemorou a decisão, provavelmente compulsória de Schumacher: Fantástico, era aquilo que eu queria, falou.
No treino de ontem, o piloto completou 34 voltas em Fiorano (101 quilômetros). O objetivo era testar os tipos de pneus que serão utilizados em Sepang. Sua excepcional marca de 1min00s942, quebrando o recorde de quinta-feira, dele mesmo, 1min01s190, deve relacionar-se ao uso dos pneus extramacios, opção da Bridgestone para a corrida da Malásia.
Ausente seis etapas do Mundial, Schumacher está fora da luta pelo título. A disputa deve polarizar-se entre o líder da temporada, Mika Hakkinen, da McLaren, 62 pontos, e Eddie Irvine, 60. Dois outros pilotos têm chances de serem campeões: Heinz-Harald Frentzen, da Jordan, 50 pontos, e David Coulthard, McLaren, 48.





