A Ferrari venceu a briga contra a McLaren e vai largar na frente no GP da Espanha, que será disputado hoje no circuito de Montmeló, na Catalunha – a quinta etapa do Mundial de Fórmula 1. Com o tempo de 1min18s201 (217,746 km/h), o alemão Michael Schumacher foi o mais rápido nos treinos oficiais realizados na manhã de ontem e será o pole. O piloto finlandês Mika Hakkinen (McLaren) surpreendeu e foi o segundo, com o 1min18s286. David Coulthard (McLaren) fez o terceiro melhor tempo (1min18s635) e Rubens Barrichello (Ferrari) vai largar na quarta posição (1min18s674).
Os outros brasileiros ficaram para trás. Luciano Burti – que fará sua estréia na Prost hoje – foi o 14º; Enrique Bernoldi o 16º e Tarso Marques o 22º. O GP da Espanha começa às 9 horas (de Brasília) e terá a transmissão da Rede Globo.
Apesar de Schumacher e Hakkinen largarem na frente, a eletrônica ainda é um mistério para as equipes. ‘‘Só obtive esse tempo que me deu um lugar na primeira fila depois de desligar o controle de tração’’, afirmou Hakkinen.
David Coulthard, seu companheiro, é o terceiro no grid e Rubens Barrichello, da Ferrari, o quarto. ‘‘Nós nos classificamos em quarto, na Itália, em seguida a sete poles consecutivas, e a imprensa encarou o resultado como um grande desastre’’, lembrou Jean Todt, diretor esportivo da Ferrari.
Schumacher, no entanto, não demonstrou nenhuma satisfação maior com a pole, que por pouco não a perde nos segundos finais. ‘‘Estamos próximos, muito próximos. Na corrida não deverá ser diferente. Vai ganhar quem acertar na estratégia’’, disse o piloto da Ferrari, dando a entender que o maior avanço da Ferrari das primeiras provas já não existe mais.
O escocês David Coulthard, líder da temporada ao lado de Schumacher, comentou que o potencial da McLaren no Circuito da Catalunha não foi atingido por nenhum dos seus dois pilotos. ‘‘Dava para brigar com Michael pela pole.’’ O tráfego e um erro numa volta rápida o deixaram em terceiro. Ao contrário de Hakkinen, Coulthard tinha o controle de tração. ‘‘Meu carro tinha mais aderência com ele.’’
A Williams, conforme se esperava, pelas características do traçado de 4.730 metros, não demonstrou a mesma potencialidade de vitória de Interlagos e Ímola. Ralf Schumacher larga hoje em quinto, mas a 815 milésimos do irmão. No GP de San Marino, Ralf ficou no grid a 303 milésimos de Coulthard, o pole, e da primeira à última volta dominou a competição. ‘‘Estou contente, conseguimos tirar tudo do nosso carro, achei que seria pior.’’ Os pneus Michelin também não se mostraram eficientes como em Ímola. Tanto Ralf quanto Juan Pablo Montoya, apenas o 12º colocado, não utilizaram o controle de tração, e tampouco o instalarão na sua Williams-BMW hoje. ‘‘O risco de quebra é enorme’’, afirmou Gerhard Berger, diretor da BMW.

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