Berlim - Os dirigentes da Ferrari, da Fiat, que é sócia da equipe, da Shell e da Philip Morris, maiores responsáveis pelo pagamento dos salários de Michael Schumacher, podem ficar tranquilos: Willi Weber, empresário do piloto, afirmou ontem na Alemanha que ''em vista da atual situação econômica'', não insistirá em pedir um aumentinho quando for renovar o contrato do pentacampeão da Fórmula 1.
Weber não desmente quando lhe apresentam os números do atual compromisso: US$ 43,7 milhões por temporada. Mas avisou: ''Não vou admitir redução no salário''. Schumacher tem compromisso com a Ferrari até o fim de 2004, mas tanto o piloto quando seu empresário já acenam com a possibilidade de extensão do contrato.
''É mais que provável que Michael continuará correndo e ele jurou fidelidade à Ferrari'', disse Weber.
Weber também gerencia a carreira de Ral Schumacher, da Willliams, que recebe cerca de US$ 12 milhões por ano, três vezes mais do destinado a seu companheiro de equipe, o colombiano Juan Pablo Montoya. Só nos dois últimos anos a comissão de Weber caiu de 20% para cerca de 12%.
Futuro Enquanto Michael Schumacher se prepara para tentar assumir já domingo a liderança do Mundial, no GP da Áustria, a sexta etapa do campeonato, o novo talento brasileiro, Nelsinho Piquet, vencedor da última etapa do Campeonato Inglês de Fórmula 3, completará algumas voltas no circuito de Silverstone, dia 25, com o Ralt-Toyota com que seu pai, Nelson Piquet, foi campeão da mesma competição, em 1978. A iniciativa partiu dos organizadores da prova, que solicitaram ao proprietário do carro histórico, Francis Gomm, a sua cessão. No seu primeiro ano no exterior, Nelsinho ocupa a terceira colocação na Fórmula 3 britânica.

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