Ímola - Michael Schumacher volta ao passado, hoje, em Ímola. Para a temporada de 2000, quando a Ferrari corria sob pressão, carregando o peso de 20 anos sem títulos do Mundial de Pilotos de F-1.
Após dois anos de sossego e hegemonia nas pistas, é justamente assim, enfrentando cobrança por resultados, que o alemão tenta a pole position para o GP de San Marino. O treino oficial, que define o grid da quarta etapa do campeonato, acontece às 9 horas, com TV.
Hoje, a Ferrari é apenas a terceira no Mundial de Construtores, atrás de McLaren e Renault. Entre os pilotos, Rubens Barrichello é o sétimo, e Schumacher, o oitavo.
Para complicar, a equipe corre em Ímola com o F2002, carro que venceu 14 dos 15 GPs que disputou no ano passado, mas que já não é mais tão competitivo. O novo modelo, o F2003-GA, ainda não mostrou resistência para aguentar o ritmo de uma prova.
A pressão vem de todos os lados. Dos ''tifosi'', da imprensa italiana, dos adversários, das estatísticas e até da meteorologia.
O pentacampeão procura se mostrar indiferente a tudo isso. E hoje, pelo menos, deu um passo importante para conquistar a 52 pole de sua carreira: foi o mais rápido no treino pré-classificatório, seguido por Barrichello.
''Espero um bom resultado, uma vitória neste final de semana para dar alegria aos tifosi'', completou, referindo-se aos fanáticos torcedores italianos que já começam a enxergar com desconfiança o desempenho da Ferrari.
Contrastando com o companheiro de equipe, Rubens Barrichello corre neste final de semana em Ímola sem sofrer pressão.
Primeiro porque está à frente de Michael Schumacher no Mundial e, pelo menos, já subiu ao pódio uma vez neste ano foi o segundo colocado no GP da Malásia.
Segundo porque perdeu a chance de vencer no Brasil por uma falha da Ferrari. Além de consumir mais gasolina que o normal, seu carro ficou sem telemetria. Nessas condições, a equipe não calculou corretamente o momento de chamá-lo aos boxes.
Os outros brasileiros foram muito mal na primeira sessão de treinos. Antonio Pizzonia ficou em 15º lugar, dez posições atrás de seu companheiro de Jaguar, Mark Webber. E Cristiano da Matta, da Toyota, foi o 18º, seis postos atrás de Olivier Panis.

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