Michael Jordan se despede das quadras
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terça-feira, 15 de abril de 2003
Agência Lancepress! 
São Paulo - Quando a bola subir hoje à noite no First Union Center, na Filadélfia, o mundo estará atento, acompanhando a despedida do maior jogador de basquete de todos os tempos: Michael Jordan. Como o Washington Wizards não se classificou aos playoffs, a partida contra o Philadelphia 76ers, às 20 horas (de Brasília) será a última do astro.
Sua Alteza Aérea, como era conhecido Michael ''Air'' Jordan, voltou à NBA no início da temporada 2001/2002. Dirigente do Washington Wizards, decidiu abandonar sua aposentadoria para tentar ajudar o time a chegar aos playoffs.
Mesmo parado há três anos e beirando a casa dos 40 anos, ele mostrou grande parte da velha magia de sempre e quase levou a modesta equipe à fase final. Nesta temporada, o time ficou em nono, quatro vitórias atrás do Milwaukee Bucks.
Este é o terceiro adeus deste ala-armador que chegou à liga na temporada 1984-1985 para fazer história. Escolhido pelo Chicago Bulls na terceira posição do draft daquele ano, ele defendeu o time por nove temporadas seguidas. Além de inúmeros recordes, conseguiu o tricampeonato da NBA nas temporadas 90/91, 91/92 e 92/93.
No entanto, ele surpreendeu o mundo ao anunciar, pouco antes do início da temporada 93/94, que deixaria a NBA. Abalado com o assassinato do pai, James Jordan, preferiu abandonar o basquete e dedicar-se ao beisebol, uma das paixões do pai.
Mas o seu habitat eram as quadras de basquete e ele não conseguiu ficar muito tempo longe delas. No meio da temporada 94/95, Jordan voltou ao Bulls.
Jordan, porém, não voltara para fazer apenas figuração. Ele queria provar quem mandava na liga e, a partir da temporada 95/96, não deixou nenhuma dúvida. Com seus habituais lances geniais em quadra, comandou o Bulls a mais um tricampeonato.
O segundo tri, porém, parecia ter aplacado a fome do jogador. Pela segunda vez, ele decidiu deixar as quadras. Desta vez, o Chicago se desmantelou de vez, perdendo o técnico Phil Jackson e o ala Scottie Pippen, fiel escudeiro de Jordan nos seis títulos do Chicago.
Mais uma vez, porém, ele não conseguiu se manter muito tempo afastado do esporte. Primeiro, assumiu o cargo de vice-presidente de operações do Washington Wizards. Logo já estava no lugar onde mais se sentia à vontade: nas quadras, com a camisa 23, encantando os fãs do basquete em todo o mundo.


