México vence o apagado Brasil e fica com a taça
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domingo, 27 de julho de 2003
Agência Estado 
Cidade do México - Os garotos do Brasil sentiram os efeitos da altitude da Cidade do México. Nos 90 minutos do tempo normal e mais sete da prorrogação, jogaram em ritmo lento. Sem fôlego, não conseguiram combinar talento e velocidade - marca registrada desta seleção sub-23. E, inevitável, sofreram a derrota para o México, ontem, por 1 a 0 - gol de ouro de Osorno na prorrogação com morte súbita. Os mexicanos levaram a Copa Ouro.
A derrota se anunciou desde os 15 minutos de jogo. O Brasil lá atrás, com Nilmar, Kaká e Robinho recuados, esperando por um contra-ataque. E um imenso território para o México avançar na base do toque de bola até a posição de tiro ao gol de Gomes.
Contra os garotos, um certo nervosismo. Bem diferente daquele time alegre, leve, que havia vencido a Colômbia e os Estados Unidos ao nível do mar em Miami. Júlio Baptista e Paulo Almeida, fora de sintonia, falhavam na marcação. Diego, muito bem marcado, também estava sem inspiração. Apenas Kaká mostrava lucidez nas raras vezes em que o Brasil saía para o ataque.
De Kaká nasceram as duas únicas boas chances de gol. A primeira, aos 16 minutos, um chute colocado que raspou a trave. Na segunda, aos 29, ele fez fila driblando três mexicanos, enroscou no último zagueiro e o chute saiu fraco. Sanchez evitou o gol.
Do outro lado, Gomes havia feito quatro defesas difíceis, daquelas que salvam o time de uma goleada. E ainda viu a bola bater na trave em um chute cruzado de Arellano.
No segundo tempo, o mesmo enredo. A seleção Sub-23 recuada, sem forças para atacar. Ricardo Gomes voltou do intervalo com o meia Carlos Alberto, do Fluminense, no lugar de Robinho - outro sem sintonia com o jogo. Foi uma tentativa de dar mais força na marcação e qualidade na saída para o ataque. Carlos Alberto até que ajudou na marcação, mas não foi nada brilhante no apoio ao ataque.
Com 20 minutos e os meninos do Brasil já não tinham mais pernas, faltava fôlego. O time não chegava na área de Sanchez. Diego, iluminado contra os Estados Unidos, não conseguia pensar para o time. Kaká já estava encostado no ataque. Lá atrás, Alex e Luisão salvando tudo.
Quando a bola passava pela dupla, surgia Gomes.
Mais arejado, o México tinha o controle do jogo e só não definiu nos 90 minutos por incompetência de seus atacantes. Empurrados por quase 80 mil pessoas, resolveram a questão na prorrogação. Aos 7 minutos, Osorno abriu em diagonal da direita para a meia-lua até ficar de frente para o gol. Bateu seco, rasteiro sem chance para Gomes. México, campeão pela quarta vez da Copa Ouro.
Cidade do México
México 1
Sanchez; Salazar (Mendez), BriseÀo, Osorio e Valdez: Carmona, Pardo, Perez e Garcia (Osorno); Borgetti e Arellano (Rodriguez). Técnico: Ricardo Lavolpe.
Brasil 0
Gomes; Maicon, Luisão, Alex e Adriano (Coelho); Paulo Almeida, Julio Baptista, Diego e Kaká; Robinho (Carlos Alberto) e Nilmar (Ewerthon). Técnico: Ricardo Gomes.
Gol: Osorno aos 7 minutos da prorrogação.
Público: não divulgado - estimativa de 80.000 torcedores.
Árbitro: Maurício Navarro (Canadá).


