México, uma equipe cada vez mais perigosa
São Paulo - O México quer entrar para a elite do futebol mundial com um bom desempenho na Copa da Alemanha. Com um forte investimento financeiro, seus clubes mostram potencial nas principais competições internacionais. Chivas está disputando as quartas-de-final e o Tigres foi eliminado nas oitavas da Copa Libertadores, enquanto o América do México que já caiu nas semifinais neste torneio sagrou-se campeão da Copa dos Campeões da Concacaf, ao bater o também mexicano Toluca na final por 2 a 1.
Com salários milionários, os clubes mexicanos conseguem manter em seu país as principais estrelas. Da seleção que vai ao Mundial, apenas o zagueiro Rafa Marquez e o atacante Borgetti jogam no futebol europeu. O primeiro no Barcelona e o segundo no Bolton, da Inglaterra.
A seleção mexicana desembarca na Alemanha avaliada em US$ 76 milhões, o triplo da soma dos valores dos passes de seus jogadores convocados para o Mundial da Ásia em 2002 (US$ 26,8 milhões), segundo pesquisa feita pelo jornal La Afición. Rafa Marquez recebeu a avaliação mais alta: US$ 12 milhões. Há quatro anos, quando ainda era jogador do francês Monaco, o valor do zagueiro era de US$ 8 milhões, também o maior da equipe.
''Temos time e estrutura para realizar a melhor campanha de nossa história'', disse o goleiro Oswaldo Sánchez, do Chivas Guadalajara, que ganha salários de US$ 100 mil. Em 1986, na segunda Copa organizada pelos mexicanos, a seleção local caiu nas quartas-de-final diante da Alemanha, após 120 minutos e disputa nos pênaltis. ''Há muito que o time vem conquistando vitórias importantes, mas é preciso mais para ficar entre os melhores'', disse o camisa 1 mexicano.
O poder financeiro dos mexicanos vem de importantes empresas. A Televisa, uma das principais redes de televisão do mundo, administra três equipes na divisão principal do país: O América, o San Luís e o Necaxa. Instituições públicas e privadas, como universidades, também colocam suas marcas nos clubes do país.
Além de apostar no sucesso do grupo atual, os dirigentes mexicanos se preocupam em formar novos talentos. Uma mostra disso ocorreu ano passado no Mundial Sub-17. Os mexicanos venceram cinco dos seis jogos e derrotaram com grande facilidade o Brasil na final por 3 a 0. Vela, Esparza e Gusmán fizeram os gols. Nomes que poderão dar grandes alegrias aos mexicanos em 2010, na África do Sul. Ou antes, na Libertadores.





