Mexicano voa a mais de 373 km/h em Michigan
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sexta-feira, 24 de julho de 1998
Agência Estado 
A nova asa redutora de velocidade não impediu que os carros da Fórmula Indy rompessem a barreira dos 370 km/h em Michigan. O mexicano Adrian Fernandez marcou o melhor tempo nas duas primeiras sessões de treinos livres, 31s034, com a média de 373,3 km/h apenas 4 km/h mais lento que o recorde de Jimmy Vasser, 377,6 km/h.
A nova asa traseira foi projetada para tornar os carros até 20 km/h mais lentos. A velocidade real, no entanto, caiu bem menos. Ontem, com o auxílio do vácuo provocado pelo tráfego, que faz os carros ganharem de 6 a 12 km/h, oito pilotos andaram acima de 370 km/h.
Mas, no treino oficial de hoje, quando cada carro vai à pista sozinho, espera-se que a pole fique entre 365 e 370 quilômetros por hora.
Temos de lembrar que sem esta asa, estaríamos andando a 385 km/h, ressalvou Christian Fittipaldi. Segundo ele, não há como fugir da regra do jogo. Os engenheiros sempre conseguem dar de volta aos pilotos a velocidade que os dirigentes tiram, comentou. Mas se não houver restrições, a escalada não tem fim, disse Christian.
Bobby Rahal, Adrian Fernandez e a dupla da Ganassi também mostraram força no primeiro treino. Christian quase não andou pela manhã: teve o motor estourado no carro titular e o câmbio quebrado no reserva. À tarde, quando percebeu que o Swift voava na pista, resolveu acertá-lo para a corrida, com pneus velhos e tanque cheio.
A mesma estratégia adotaram Gil de Ferran e André Ribeiro. Já ganhei corrida aqui e nunca me preocupei em largar na frente, afirmou André. Antes era fácil fazer a pista inteira de pé embaixo, mas agora é preciso mais habilidade. O carro tem menos pressão aerodinâmica, ou seja, gruda menos no chão e não dá ao piloto a mesma segurança e estabilidade.
André andou com o mínimo de 50 galões no tanque e testou novidades aerodinâmicas na Penske. Ficou em 16º, mas não acha os tempos de hoje significativos. Ninguém sabe o quanto de vácuo cada piloto pegou. A falta de potência do Mercedes em relação ao Honda é a preocupação de Hélio Castro Neves. Helinho ainda está perdido no acerto do carro, assim como o outro estreante, Tony Kanaan. Vou ter de aprender tudo de novo, disse Tony, que não havia testado a asa.


