Agência Folha
De São Paulo
O mexicano Javier Jauregui, que chegou ao Brasil com credenciais superiores aos dos demais oponentes de Popó pós-título da OMB, nem chegou a ver o último golpe que o atingiu e encerrou o combate. A combinação que finalizou a luta foi um direto de direita, seguido por um cruzado de esquerda e um direto de direita. Ainda um último golpe acertou o desafiante, que agora acumula 41 vitórias, 30 por nocaute, 9 derrotas e 1 empate (segundo a empresa especializada em cartéis Fight Fax). A luta foi disputada sábado à noite em São Paulo.
‘‘Após se recuperar, perguntou ao técnico qual o golpe que havia definido a luta’’, disse o médico Bernardino Santi, da Confederação Brasileira de Boxe, que atendeu o mexicano, primeiro do ranking da NABF, braço norte-americano do Conselho Mundial de Boxe. Apesar da inatividade de mais de um ano, o mexicano Jauregui trazia no retrospecto o fato de haver perdido apenas por pontos para o atual campeão da NABF e segundo do ranking do CMB, Jesus Chávez. Se não pertence à elite do boxe, Jauregui contava com melhor currículo do que os últimos três rivais de Popó: Anthony Martinez, que nunca havia lutado fora da Costa Rica, o argentino Claudio Martinet, um veterano de 35 anos, e Barry Jones, que tinha só um nocaute. ‘‘Não me surpreendeu a definição rápida, sempre treino para estar bem-preparado. Sei finalizar bem. Alguns lutadores fazem o adversário bambear e não sabem aproveitar, não é o meu caso’’, disse Acelino ‘Popó’ de Freitas.

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