O técnico Roger Silva, atualmente no Atlético-GO, explicou como se deu sua saída do Londrina, em dezembro de 2025, poucos meses depois de conduzir o clube ao acesso à Série B do Campeonato Brasileiro. O treinador voltou ao Vitorino Gonçalves Dias (VGD) na última terça-feira (18), desta vez como adversário, no empate por 0 a 0 entre Londrina e Atlético-GO.

Roger reforçou o carinho que mantém pelo Londrina e admitiu que ficou dividido nos primeiros dias após aceitar a proposta para comandar o Sport. Pelo clube pernambucano, foi campeão estadual, mas não chegou a completar uma rodada na Série B e acabou demitido. Depois, passou pelo América-MG, onde também ficou poucas semanas antes de ser desligado.

No Atlético-GO, o treinador vive um início mais estável. Em sete partidas pela Série B, perdeu apenas uma.

"Confesso que, por alguns dias após sair, meu coração estava aqui. Não dá para negar. Tenho um carinho enorme por aqui, pelo Londrina, pela cidade. Eu amo a cidade, adoro estar aqui, adoro as pessoas. Fui feliz aqui. Se, de alguma forma, isso consola nosso torcedor, fiquem sabendo que não foi uma decisão fácil", afirmou Roger.

O treinador também negou que se arrependa das escolhas feitas na carreira. Segundo ele, a decisão de deixar o Londrina foi tomada em conjunto com sua equipe de trabalho e teve como principal motivação a possibilidade de disputar títulos e avançar profissionalmente.

"Não dá para se arrepender. Eu realmente não tomo todas as decisões sozinho sobre a minha carreira. É assim, as escolhas podem ser certas ou erradas", destacou.

Roger reforçou sua ambição e a busca por oportunidades para disputar títulos e levar os clubes a divisões superiores. "Eu sou ambicioso, quero brigar por títulos e crescer na carreira, quero subir as equipes. Vocês ouviram eu falar isso aqui no ano passado. De alguma forma, entendi que o projeto aqui era a permanência. Não estava errado, estava exposto, era fazer um bom Paranaense, avançar na Copa do Brasil e fazer um bom Brasileiro, mas a permanência era o foco", explicou.

"Eu entendi que era uma oportunidade de ir para o Sport. É uma casa que eu conheço, ou talvez conhecia. Uma oportunidade que se desenhou sem que eu estivesse tentando. Então, foi uma decisão a tomar, e precisamos tomar juntos", disse.

Roger também fez questão de afirmar que sua saída ocorreu dentro das condições previstas em contrato e que não houve qualquer irregularidade.

"Eu gosto muito daqui e respeito as pessoas. Não fiz nada de errado. Foi paga a multa, foi dentro de tudo o que precisava ser feito. Sempre digo que, quando um treinador é mandado embora, também é paga a multa do treinador, e nem sempre o clamor aparece", completou.

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