O Campeonato Metropolitano de Automobilismo chega hoje ao seu final com uma situação indefinida e por isso as disputas da 15 e 16 etapas prometem muitas emoções no Autódromo Internacional Ayrton Senna. As provas começam às 13 horas e o título está aberto nas categorias Marcas e Protótipos, cada uma com três pilotos ainda na briga. Somente na Speed é que o campeão, Antônio Sapia Jr., já confirmou o título com uma etapa de antecedência.
Na Marcas, em que correm carros Gol 1.6, Márcio Imagawa lidera com 205 pontos, seguido por Edicésar Lima, com 182, e por Sandro Oliveira, com 180. Como todos os demais pilotos que disputam o campeonato local, os três exercem outras profissões e o automobilismo é para eles um hobby de fim de semana. Imagawa, por exemplo, é dono de uma empresa de mudas e jardinagem; Oliveira é empresário na área de logística e Lima é sócio de uma empresa de equipamentos de segurança.
Sobre as chances no campeonato, Imagawa, que é chamado pelos colegas de ''Sashimi Voador'', disse estar tranquilo para garantir o título. ''Meu carro não esteve bom esta semana e tive que fazer o motor para ele ganhar mais força. Mas acho que não terei problemas para garantir o 2º lugar nas duas baterias, já que ganhei as últimas quatro etapas em Londrina'', relatou.
Suas vitórias só foram interrompidas por dois triunfos de Edicésar Lima nas duas etapas consecutivas disputadas em Curitiba, no último dia 8 (foram etapas do Paranaense válidas pelo Metropolitano). ''Aquelas vitórias me colocaram de novo na briga. Estou otimista e se ganhar essas duas baterias aqui e o Imagawa fizer só dois terceiros lugares, fico com o caneco'', afirmou Lima.
Já Oliveira tem chances mais remotas de título, porque está 25 pontos atrás do líder e seu Gol capotou na última corrida, em Curitiba - terá que usar um carro reserva na prova de hoje. No Paranaense, entretanto, Oliveira se deu bem e garantiu o título de 2006.
Entre os protótipos, a briga está entre José Augusto Rapcham (110 pontos), José Hofig Ramos (107) e Luís Carlos Abbade (103). Como só houve 12 etapas na temporada não deu para nenhum piloto se distanciar na ponta.
O presidente do Automóvel Clube do Café, José Carlos Messas, fez um balanço positivo da temporada. ''Conseguimos aumentar o interesse do público local pelo campeonato e chegamos a ter três etapas com mais de 4 mil pessoas no autódromo, o que não se via nos anos anteriores. Tivemos em média 40 carros e 70 pilotos por etapa. Tudo isso fora as motos, que eram mais 25 a cada final de semana'', concluiu.

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