Metropolitano leva 37 carros à pista de Londrina
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domingo, 21 de maio de 2006
Jaime Kaster<br> Reportagem Local 
Um público bem mais tímido do que nas duas primeiras etapas do ano compareceu ontem de manhã e à tarde ao Autódromo Ayrton Senna para acompanhar a 5 e a 6 etapas do Campeonato Metropolitano de Automobilismo e também do Regional de Motovelidade. O tempo fechado durante quase todo o dia afastou boa parte dos adeptos da velocidade em Londrina.
Outro fator que dividiu as atenções do público, de acordo com alguns organizadores, foram as provas nacionais transmitidas pela tevê no mesmo horário das corridas locais: a Stock Car V8, que correu a partir das 11 horas, e a Fórmula Truck, que largou às 14 horas.
Mesmo assim, o público cativo que acompanha o campeonato local foram aproximadamente 1.500 pessoas fazia muita festa a cada largada dos carros e das motos. Para dar maior emoção à prova, a organização colocou juntos os carros das três categorias, formando um grid com 37 (na última foram 32). Quatro eram protótipos (veículos Aldee com motor 2.0), que não correram a segunda etapa por falta de pilotos. Onze competiram na Marcas (categoria toda formada por Gols 1.6) e a grande maioria dos carros (22) fez a festa da galera, com muito barulho e bons pegas na Speed Fusca.
O líder isolado da Speed, Antônio Sapia Jr., que venceu as quatro primeiras etapas, contou à reportagem que voltou à categoria dos Fuscas (após correr dois anos de Marcas) por sentir maior emoção e competitividade no campeonato. ''As provas da Speed têm um grid muito maior até por ser mais barato manter um Fusca do que outro carro de competição. Daí sobra emoção na pista para nós, pilotos'', relatou.
Segundo Sapia, até guiar um Fusca é mais difícil ''e por isso mais interessante'' do que um Gol. ''Como a tração do Fusca é traseira ele entra mais lançado nas curvas que o Marcas (que usa tração dianteira), exigindo perícia do piloto'', afirmou.
A corrida teve até presença de um piloto de kart, que vem usando as provas do Metropolitano para se aperfeiçoar e manter a forma. Era o caso de Luiz Arigi, diretor da Associação dos Kartistas de Londrina e que disputa o Sul-Brasileiro de Kart na Sênior-B. Ele venceu a primeira etapa, em Londrina, em março, e ficou em quinto em Farroupilha-RS, no mês passado. Domingo disputará a etapa final em Florianópolis.
Sobre as diferenças de pilotar um kart e um Fusca, ele disse o primeiro é ''mais emocionante por ser o veículo que mais de aproxima de um Fórmula 1 pelo formato, a posição de dirigir e a sensação de velocidade''. Ele corre de kart desde 2000 e no Metropolitano desde 2004.


