Metodista é bi no Pan-americano de Handebol
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domingo, 14 de setembro de 2008
Mariana Guerin<br> Reportagem Local 
Quatro jogos, quatro vitórias. Duas goleadas sobre as equipes argentinas, duas partidas bem equilibradas contra as esquadras brasileiras: este é o saldo conquistado pela Metodista/São Bernando, que na tarde de ontem sagrou-se bicampeão do Pan-americano de Clubes de handebol masculino, disputado em Londrina. Vencendo o SEAC/Ward, da Argentina, por 32 a 18, a equipe confirmou o favoritismo e fez do jogo de fundo entre Unopar/FEL/Sercomtel e Pinheiros (SP) a principal atração da tarde de ontem para os torcedores que compareceram ao Moringão.
Bastante equilibrado, o primeiro tempo entre brasileiros e argentinos terminou empatado em 13 gols. O que se viu foi um time argentino bem diferente dos jogos contra Unopar e Pinheiros, mais ofensivo. Mas já no início do segundo tempo, a superioridade do time de São Bernardo falou mais alto e o time não teve dificuldades para alargar o placar. Julio, armador direito da Metodista, foi o artilheiro da partida, com sete gols.
''Foi um bom campeonato. Trabalhamos muito para conseguir o segundo título e a equipe está de parabéns. Agora, mais do que nunca, temos que trabalhar para dar continuidade ao bom desempenho na liga nacional'', comentou o técnico da Metodista, o cubano Daniel Suarez. Para ele, o Pan de clubes é uma vitrine do handebol praticado na América. ''Muitos times não estão preparados porque têm que ceder os jogadores para a seleção. No Brasil, o incentivo é maior, por isso os times nacionais foram superiores aos argentinos'', avaliou Suarez.
Sem amargar um possível vice-campeonato, a Unopar entrou em quadra determinada a ganhar do Pinheiros. Até o astral do time, que venceu por 22 a 19, estava diferente. ''Treinamos para sermos campeões, mas como nosso jogo não encaixou contra a Metodista, decidimos que o segundo lugar seria um ótimo resultado. Foi isso que me inspirou no jogo de hoje (ontem) e também foi uma forma de retribuir o carinho da torcida'', declarou o ponta direita Gilson, um dos que mais vibravam a cada jogada.
À frente do placar durante toda a partida - a primeira metade do jogo terminou 12 a 9 para a Unopar -, a equipe londrinense chegou a perder o foco no início do segundo tempo, deixando o time paulistano encostar no marcador. Gilson e o armador central Léo desperdiçaram três chances de gol na trave do goleiro Marcão, do Pinheiros, enquanto isso, na trave londrinense, o goleiro Rick, da Unopar, defendeu um tiro atrás do outro. Inspirado, ele foi o nome do jogo. ''Tive bons momentos defendendo bolas livres, mas meu jogo não teria sido tão bom se os seis caras não tivessem ajudado tanto na defesa. Muito das minhas defesas dependeu do bom trabalho do time'', confessou o goleiro.
Para o treinador da Unopar, Giancarlos Ramirez, o campeonato serviu para dar ritmo de jogo ao time, que inicia a luta pelo título da Liga Nacional na próxima quarta, contra o Itajaí, em Blumenau (SC). ''O resultado foi bom, se tivéssemos jogado como hoje contra a Metodista teríamos o título, mas os paulistas jogaram mais no primeiro semestre e têm mais ritmo'', justificou Ramirez, para quem ''a liga não tem favoritos''.


