Londrina - Natália faz questão de ressaltar que a equipe que trabalha com ela foi responsável direta na conquista. São dez pessoas dando suporte para a lutadora. Mas o grande diferencial foi o equilíbrio emocional.
Natália contratou o psicólogo Hélio Gonçalves, que trabalhou com a equipe de revezamento do atletismo, medalha de prata em Sydney-2000. Apesar de morar em Cascavel, ele acompanhou a medalhista semanalmente no último ano. Natália trocou sua equipe depois das duas derrotas para a mexicana Rosario Espinoza, no Mundial e no Pan de 2007.
''Não só o psicólogo, mas toda a equipe que trabalhou comigo. Essa troca de informações fez a diferença. Quanto ao Hélio, acho que acertei. Ele mexeu comigo, me reergueu. Agora, nem se ele quiser se livrar de mim eu não o deixo ir embora'', disse, abrindo um sorriso.
Fechado mais um ciclo olímpico, Natália não quer saber de tatame. Quer descansar, curtir a família, comer um estrogonofe - um de seus pratos preferidos.
A previsão para o restante do ano é de disputar apenas os Jogos Abertos de São Paulo, já que defende a equipe de São Caetano do Sul. Antes, no próximo domingo, ela terá um compromisso especial: dará o pontapé inicial para o clássico entre Flamengo e Fluminense, no Maracanã, pelo Campeonato Brasileiro.
''Preciso descansar o corpo e a cabeça. Esse fim de ano vai ser mais tranquilo. Depois terei um ano de experiências, tem o Mundial. Quem sabe mudar de categoria. É o primeiro ano do novo ciclo olímpico'', contou. ''Em 2012, é possível sonhar com o ouro, com segurança dos patrocinadores para planejar os próximos quatro anos'', completou. (T.M.)

mockup