Meta é ser Grande Londrina na elite
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 13 de setembro de 2006
Thiago Mossini<br> Reportagem Local 
Depois de três anos na Segundona, a Portuguesa Londrinense está de volta à elite do futebol paranaense. Em um jogo tenso, o time goleou o Iguaçu por 3 a 0 e contou com a colaboração do Cascavel, que apenas empatou em casa com o Engenheiro Beltrão em 1 a 1, para conquistar a vaga.
Dada como eliminada três rodadas atrás, quando tinha apenas um ponto contra sete do Cascavel, a equipe conseguiu recuperar a auto-estima e deu a volta por cima. Com três vitórias seguidas, e três tropeços do rival do Oeste, conseguiu voltar à Primeira Divisão. Já o Cascavel morreu na praia novamente. Depois de deixar a vaga escapar de forma parecida no ano passado diante do Toledo, viu o filme se repetir este ano.
A guerra de nervos começou antes mesmo do início da partida. Os dois jogos começaram rigorosamente atrasados em 12 minutos. Enquanto em Londrina Portuguesa e Iguaçu apenas se analisavam, em Cascavel o jogo era quente. Aos sete minutos, Robson fez 1 a 0 para o Beltrão. Aos 11, Wagner empatou para os donos da casa. Mas aí foi a vez da partida em Cascavel esfriar e a de Londrina esquentar.
Aos 18 minutos, Tom, do Iguaçu, perdeu grande chance de cabeça. Foi o suficiente para acordar a Portuguesa. Paraguaio, aos 19, e Baesa, aos 21, também perderam de cabeça.
Mas aos 23, Carlos Lima acertou o alvo. Igor cobrou falta e o capitão lusitano desviou de cabeça para abrir o placar. Aos 30, Lima achou Danielzinho livre e ele tocou no canto esquerdo de Leandro para fazer o segundo gol, que até então garantia a vaga da Portuguesa. Sabendo que se o Cascavel fizesse o segundo gol roubava a vaga, os jogadores procuravam o terceiro gol, mas a bola não entrava.
No segundo tempo, o jogo caiu muito tecnicamente. A Lusinha estava mais cautelosa e não conseguia criar. Em Cascavel, os donos da casa não se acertavam e a torcida já chamava o time de ''pipoqueiro''. O drama só teve fim aos 46 minutos, quando Danielzinho tabelou com Carlos Lima e sentenciou a classificação da Portuguesa.
Ao apito final do árbitro, a festa do time se misturava aos desabafos dos diretores e às alfinetadas ao rival Londrina. O mais exaltado era o diretor-jurídico Hélio Camargo. O polêmico presidente Amarildo Vieira Martins, porém, foi o mais sereno. ''Hoje eu vi que Deus existe. Ganhou quem trabalhou mais, quem fez a melhor campanha e tinha o melhor time'', disse.
Martins anunciou a próxima meta. ''Agora é brigar no STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) pelo nome de Grande Londrina e depois montar um grande time para representar bem a cidade. Serão seis reforços. Três ou quatro serão nomes bem conhecidos do futebol brasileiro'', prometeu.
O presidente da Lusinha evitou comentar a volta dos clássicos londrinenses na Primeria Divisão. ''Estou preocupado apenas em fazer a Portuguesa virar grande'', resumiu. O primeiro confronto entre Londrina e Lusinha já tem data para acontecer: 19 de novembro, pela nona rodada da Copa 100 Anos.
EM LONDRINA
Portuguesa Londrinense 3
Nei; Dênis, João Renato, Baesa e Igor; Almeida (Diego), Carlos Lima, Tom (André) e Danielzinho; Ferrari (Ciel) e Paraguaio. Técnico: Dirceu Mattos
Iguaçu 0
Leandro; Zara, Willian (Edilson), Maurício e Naia; Diogo, Danilo, Rafael e Éverton (Tales); João Bahia (Jacozinho) e Tom. Técnico: Orlando Bianchini
Árbitro: Ito Dari Rannov
Estádio: Do Café
Expulsão: Rafael
Gols: Carlos Lima aos 23 e Danielzinho aos 30 minutos do 1º tempo; Danielzinho aos 46 minutos do 2º tempo
Público: 50 pagantes (190 total)
Renda: R$ 250,00


