São Paulo, 06 (AE) - Reverter a situação nas três competições: Campeonato Paulista, Copa do Brasil e Taça Libertadores da América. Essa meta passou a ser o desafio do Palmeiras, que continua enfrentando também problemas para escalar sua equipe principal, por causa da maratona de jogos.
Com a derrota para o Santos por 2 a 1, sábado, no Morumbi, pelas semifinais do Paulista, o Alviverde perdeu a vantagem do empate e precisa vencer o Alvinegro por um gol de diferença na segunda partida terça-feira no Morumbi para chegar às finais do campeonato. Depois, o time do técnico Luiz Felipe Scolari terá de vencer o Botafogo, sexta-feira no Maracanã (ou empatar por 2 a 2 ou mais gols) para conquistar a classificação para a decisão da Copa do Brasil.
O empate por 1 a 1 no jogo em São Paulo beneficiou o time carioca, que depende de um empate sem gols para se classificar, porque marcou um gol fora de casa. Na Libertadores, outra missão difícil para o Palmeiras: com a derrota por 1 a 0, em Cali, na quarta-feira, a equipe brasileira precisa vencer por um gol de diferença para levar a decisão para os pênaltis, ou ganhar por dois gols de diferença para ser campeão no tempo normal da partida. "Não dá para escolher qual a missão mais fácil", avalia Scolari. "As três tornaram-se muito difíceis, mas continuo acreditando no poder de superação dos meus jogadores, por isso não perdemos a esperança em nenhuma competição."
O treinador palmeirense terá de escalar a equipe para o jogo de terça-feira pouco antes da partida. Como não aconteceu na partida de sábado, ele poderá fazer novas modificações na equipe. Vários jogadores continuam reclamando de fadiga e de pequenas contusões. Mas alguns atletas que não participaram da derrrota para o Santos poderão reforçar o Alviverde como Arce, César Sampaio, Zinho, Paulo Nunes e Evair.
O goleiro Marcos, que não enfrentou o Santos, por causa de um problema muscular que sentiu na hora do aquecimento no vestiário
deverá continuar fora da equipe. Outros poderão também desfalcar o time como Júnior Baiano e Rogério. "Eles terminaram a partida na base do sacrifício", explica o treinador, que saiu do Morumbi revoltado com a atuação do juiz Flávio de Carvalho, que o expulsou do banco de reservas, pouco antes de terminar o primeiro tempo. O treinador reclamou da expulsão e de um pênalti a favor do palmeiras que o juiz não marcou já nos descontos do jogo.
Scolari contesta também os comentários que estaria dando pouca importância ao Paulista, por isso escalou uma equipe mista contra o Santos. "Isso não é verdade, e posso provar cientificamente que é impossível manter uma escalação de um time que disputou 13 partidas nos últimos 33 dias."
Os jogadores do Palmeiras nem se lembravam quanto tempo não passavam parte de um domingo com a família. Isso ocorreu hoje. Depois do clássico de sábado, os atletas foram dispensados pelo treinador, mas hoje mesmo às 22 horas, estarão de volta à concentração num flat no bairro de Santana. Nesta segunda à tarde, os jogadores deverão treinar na Academia da Barra Funda, e retornam em seguida para a concentração.

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