Transformar a Portuguesa Londrinense numa equipe profissional é a meta de um grupo de esportistas, sem a preocupação de ser o melhor ou o pior time da cidade. A idéia é manter uma base que, com o tempo, possa ser sólida e aí sim, pensar em alguma coisa para o futuro. Esta é a proposta de uma diretoria que tem o comando de José Adenir Giacomini, presidente e ainda Mauro Orasmo, vice; Amarildo Vieira Martins, diretor de futebol; Claudinor Tavares de Almeida, diretor social; Nabor Paulo dos Santos, conselheiro; e Hélio Camargo, departamento jurídico, entre outros. Eles estiveram na Folha expondo suas idéias e como querem que a Associação Portuguesa Londrinense sobreviva neste início de atividades.
O objetivo inicial foi a montagem de uma equipe contando com jogadores amadores da cidade e região e atualmente conta com 24 jogadores. ‘‘Com eles estamos disputando o Campeonato Amador da Liga Londrinense (já conquistaram quatro vitórias em quatro partidas, marcando 17 gols e sofrendo apenas 2). Depois virá a fase de melhorar a equipe, com o intuito de disputar o Campeonato Paranaense da Divisão Intermediária, para a qual pretendemos trazer alguns profissionais que se juntarão aos atuais integrantes do elenco’’, disse Amarildo Vieira Martins, do futebol. Ele, aliás, já destaca que Júlio Cesar, um junior, está emprestado ao Londrina, é a primeira grande promessa da Lusa londrinense.
Segundo Mauro Orasmo, vice-presidente, após a disputa do Campeonato Amador, a equipe passará com um período de amistosos - até setembro -, esperando o início da Divisão Intermediária, quando então deverão ser contratados cinco ou seis profissionais. ‘‘Nada será feito em cima da pressa. Temos tempo de sobra para colocar o time em condições de, no futuro, mostrar alguma coisa. Até porque a idéia é de revelar jogadores e não importa se para o Londrina, Coritiba, Corinthians, Flamengo. Vai ser importante revelar atletas de Londrina e região, nada mais do que isso’’, comentou Orasmo.
Hoje a equipe é dirigida pelo Vilela, tendo como auxiliar, Brito. A preparação física está sob o comando do Britânia, auxiliado por Walter Luís, o Black. A comissão técnica é formada ainda por Clodoaldo, supervisor; Nenequinha, treinador de goleiros; Benê, massagista; e Telê, mordomo.
Como funcionará Nabor dos Santos conta que a diretoria da Portuguesa vai precisar, logicamente, de apoio de empresários. ‘‘Mas vamos devagar. Ninguém vai pedir uma ajuda inviável. Hoje já contamos com 40 empresas e cada uma dá um pouco, com o que estamos armando nosso time. A idéia é arrumar unas 200 ou 300 empresas, pois com uma colaboração de cada, vai tornar viável o nosso projeto’’, explica Nabor, presidente do Conselho Deliberativo. Segundo os diretores, Acorde, Posto Tropical, Cipasa, Distribuidora Ming’s, Borracha Paraná, Torno e Solda Araguaia, Londri-Car, Escritório Canadá, Frear Discos, Refrigeração Araguaia, Rei do Mel, Casa dos Parafusos, Casa do Pintor, Depósito Alvorada, Construtora Icopan, Grêmio Londrinense, J. C. Frisos, Móveis Tubulares, Transporte Nacional, Fuji Yama - Com. Aparelho Fisioterapia, Tormec, Comércio de Frutas e Legumes Avai, Imobiliária Terras Mil, Giacomini Ferramentas, Avimar Veículos, Advocacia Hélio Camargo, PVC Brasil, Catedráticos, Enfeia-Car, Dieselcar, Estacionamento Mineiro, Estacionamento Miranda, Automóveis Guarujá, Malbras Tintas, Usitec, LPK, Plasdiscam Peças, Belsasar Roberto Lopes, Gráfica Lucimara e Fumo Peão são as empresas que já estão colaborando na manutenção da equipe. ‘‘Pessoas físicas que tiverem interesse em nos ajudar, mesmo com pequenas quantias estamos à disposição’’, finalizou o diretor de futebol, Amarildo Vieira Martins.

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