Mestre se tornou monge budista
Até a década de 90, Norio Haritani dedicou sua vida ao karatê. Mas muitos foram surpreendidos na época de seu regresso do Japão, em 2000, quando retornou de uma longa viagem. Após trabalhar em indústrias e levantar algum dinheiro para retornar ao Brasil, resolveu passar quatro anos no Jodo Jishu, em Kyoto, mesma cidade onde foi iniciado no karatê. ''Fui fazer curso para ser monge'', afirma.
Aos 63 anos, Norio mora no Centro Budista de Brasília, há quatro anos, e afirma que o princípio desta vocação surgiu aos 17 anos, quando ainda morava na sua terra natal e se deparou diante de uma pergunta cuja resposta não encontrava: o que eu devo fazer neste mundo? Passados mais de 30 anos, ele afirma que encontrou esta resposta em Deus. ''E ele está dentro da religião budista. Hoje vivo tranquilo e feliz por isso'', diz.
Sobre os princípios que o budista deve obedecer, ele elenca que favorecer a morte de animais e consumo de bebidas alcoolicas são os menos recomendados. ''Mas na prática é diferente. O homem vai à capela, tira os pecados e depois que sai da igreja imediatamente acaba cometendo outro. Se não cumprir tudo, no final das contas ele mesmo acaba abrindo mão da sua própria salvação'', acredita. (R.O.)





