Juichi Sagara, 9º dan de karatê shotokan, não é simplesmente um mestre da arte marcial. Natural de Tóquio, no Japão, está no Brasil desde 1957 e foi aqui que evoluiu no esporte que o levou à condição de membro de diversas organizações ligadas àquele esporte: membro do conselho diretor da South American of Karate Organization, assessor da presidência da Confederação Brasileira de Karatê, integrante do conselho diretor das federações da Bolívia, Uruguai e Peru, responsável pela Federação Sul-Americana de Karatê Shotokan, pela graduação da Confederação Brasileira e credenciado da World Karatê Federation.
Mais que isso, Juichi Sagara é o fundador do karatê tridimensional, um novo estilo que Sagara está implantando, ‘‘mas que ainda vai demorar mais um pouco’’.
Para chegar ao karatê tridimensional, Juichi Sagara diz ter estudado muito - principalmente o comportamento do homem através dos tempos. Estudioso da capacidade mental do ser humano, o mestre internacional foi utilizado como mediador internacional em períodos de conflitos, como, por exemplo, na Guerra do Golfo, entre Iraque e Estados Unidos, em 1991.
Sagara intermediou a liberação de um grupo de japoneses no oriente médio, conseguindo a liberação dos mesmos, depois de várias tentativas diplomáticas. Ele teve participação na montagem do plano econômico de Cuba, quando aquele país do Caribe teve cortada a ajuda financeira direta que vinha da extinta União Soviética. ‘‘Conheci o ministro cubano na Câmara do Japão e lá recebi o convite para trabalhar ao lado deles por uma semana’’, conta.
Sagara mora em São Paulo, mas gira o mundo (este ano viajou por 10 países, além de três vezes que foi ao Japão) mostrando a arte do shotokan, um dos nove estilos do karatê. Para chegar ao estilo tridimensional, Saga estudou muito.
‘‘Na arte marcial são aplicados o espírito, a mente e a física. No karatê competitivo há fatores importantes, como tempo e espaço. Bem preparado mentalmente, o homem é capaz de colocar entre os dois (tempo e espaço) o fator velocidade, com grande sucesso. É a questão do poder fazer. Quando o homem age dessa forma, ele consegue’’, explica o mestre do shotokan.
Ele prossegue: ‘‘A aplicação da velocidade entre tempo e espaço torna o golpe tridimensional, que, se bem desenvolvido, pode até ser levado para o futebol. Estudos científicos feitos na USP (Universidade de São Paulo) mostram que isso é totalmente viável e pode ser levada também como uma técnica educativa’’.
Juichi Sagara esteve na semana passada em Londrina dando um curso e fazendo uma demonstração do karatê shotokan, promovido pela Associação Cornélio Procópio Kyo Kai. Ele participa de uma reorganização das 27 federações estaduais daquele esporte.
No dia 10, Sagara concederá entrevista a uma das maiores redes de tv japonesa, sobre o estilo tridimensional.
Ainda no primeiro mês do ano, ele dará uma outra entrevista à Discovery Channel, TV por assinatura, quando falará sobre o homem através dos tempos, área que Sagara domina em função dos estudos e pesquisas que realizou.Paulo WolfgangNovidade no tatame Sagara (E) com Wataro Kaminagakura e Tadeu Machado, na FolhaIsnard Cordeiro

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