Messi volta ao Maracanã com decepção de 2014 ainda viva
Pelas quartas da Copa América, Argentina enfrenta Venezuela no palco onde perdeu decisão do Mundial
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sexta-feira, 28 de junho de 2019
Pelas quartas da Copa América, Argentina enfrenta Venezuela no palco onde perdeu decisão do Mundial
Das agências 

Rio de Janeiro - Não é segredo que Lionel Messi considera a final da Copa do Mundo de 2014 um momento chave da sua carreira. Não de forma positiva. “Poderia ter mudado tudo na minha trajetória pela seleção”, diz o argentino. Cinco anos depois da derrota para a Alemanha, o camisa 10 e a Argentina voltam a jogar no Maracanã. A equipe enfrenta a Venezuela nesta sexta-feira (28), às 16 horas, pelas quartas de final da Copa América.
Claro que a circunstância não é a mesma. O Mundial vale muito mais que a competição continental. Não será uma final (embora, se vencer, a Argentina continuará com a possibilidade de voltar ao Rio para a decisão), e a previsão é de que o estádio não esteja lotado. A organização não divulga informação parcial de quantas entradas foram vendidas.
“Foi o período que mais gostei de estar na seleção”, afirmou Messi, sobre o mês que passou no Brasil sob o comando de Alejandro Sabella. Com problemas de saúde, o técnico nunca mais trabalhou em uma partida de futebol após aquela final contra os alemães.
O torneio no Brasil em 2014 enche o atacante de sentimentos contraditórios. Foi seu melhor momento pela seleção, o que mais aproveitou e se sentiu feliz, mas terminou com a maior tristeza da sua carreira. Ele atuou bem, fez quatro gols e foi eleito o melhor da Copa, mas recebeu o troféu com a expressão de quem havia acabado de chegar ao velório de um parente querido.
Foi na despedida do Mundial, há cinco anos, que Messi (e sua geração) passou a ser conhecido por chegar a finais com a seleção e não vencer. Aconteceria também na Copa América de 2015 e 2016.
Há mais em jogo para a Argentina na partida contra a Venezuela do que a vaga na semifinal da Copa América. A equipe entra em campo para evitar que a crise volte à seleção. A derrota decretaria o fim do curto período de Lionel Scaloni à frente da equipe. O próprio César Luis Menotti, coordenador da seleção e avalista da contratação do técnico, disse que um novo projeto será iniciado após o fim do torneio continental. Não é o melhor dos sinais para o técnico.
Outro jogo
Também nesta sexta-feira, a partir das 20 horas, a Colômbia, única seleção com 100% de aproveitamento na fase de grupos, vai encarar o atual bicampeão Chile na Arena Corinthians, palco de um confronto entre jogadores que crescem quando vestem a camisa de suas seleções.
O desempenho nos três primeiros jogos respalda a Colômbia, que passou por Argentina (2 a 0), Catar (1 a 0) e Paraguai (1 a 0), mesmo poupando vários titulares nesse compromisso, incluindo James Rodríguez, que só entrou durante a etapa final. O talentoso meia vem de uma apagada temporada pelo Bayern de Munique, já definiu que não continuará no clube alemão, mas voltou a brilhar nos campos brasileiros, como em 2014, quando foi artilheiro da Copa do Mundo, com seis gols, um deles eleito pela Fifa o mais bonito do ano.
O cenário do craque colombiano é o mesmo da estrela chilena: Alexis Sánchez. Em sua primeira temporada completa pelo Manchester United, só marcou dois gols em 27 partidas disputadas, a maior parte delas como reserva. Mas bastou trocar o vermelho da camisa do seu clube pela da seleção para fazer dois gols e dar uma assistência na Copa América - já são 43 pela equipe, o que o torna o seu maior artilheiro.
É assim, também, com Eduardo Vargas, que já marcou duas vezes no torneio no Brasil e soma 38 gols pela seleção, mas que falhou por diferentes clubes europeus - hoje está no mexicano Tigres. E costuma ser ainda mais letal na Copa América, tendo marcado 12 vezes na história da competição, sendo artilheiro nas duas recentes conquistas chilenas.


