Mesmo triste, Romário é arma do Brasil hoje contra a Bolivia
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sábado, 02 de setembro de 2000
Agência Sportpress Do Rio de Janeiro 
Em 93, Romário foi convocado após uma imensa pressão popular e resolveu contra o Uruguai, ao marcar dois gols. Agora, a história se repete e o Baixinho é a principal arma da Seleção Brasileira para se reencontrar com as boas atuações nas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa de 2002, na partida contra a Bolívia, hoje, às 17 horas, no Maracanã. Será a oitava escalação diferente em oito rodadas da equipe de Wanderley Luxemburgo, que aposta numa nova dupla Ro-Ro.
A experiência de Romário se juntará à juventude e ao talento de Ronaldinho Gaúcho. Os dois terão a missão de levar a Seleção Brasileira à uma atuação convincente, que faça a torcida voltar a acreditar na equipe, que foi derrotada por 3 a 0 pelo Chile, na última rodada, o que a deixou na quarta colocação, com 11 pontos. Romário tentará provar, com uma grande atuação, que merecia ter seu sonho de disputar a medalha de ouro nas Olímpiadas de Sydney atendido.
Do time que enfrentou os chilenos, serão nada menos do que oito mudanças. Apenas Antônio Carlos, Alex e Rivaldo foram mantidos. Os problemas, causados pela má campanha, não tiram o otimismo de Luxemburgo, que a exemplo de partidas anteriores, promete uma atuação para calar os críticos.
Na busca por recuperação, nada melhor do que um adversário em crise. A Bolívia está muito distante de repetir o feito de 93, quando venceu o Brasil por 2 a 0, em La Paz, naquela que representou a primeira derrota da Seleção em Eliminatórias. A atual equipe, comandada por Carlos Aragonés, está na penúltima posição, com cinco pontos, à frente apenas da Venezuela.
Se não bastasse a campanha ruim, com apenas uma vitória, os jogadores e o treinador tiveram seus prêmios reduzidos, por causa da crise financeira que atinge o futebol boliviano. O grande destaque do time de Aragonés é o meia El Diablo Etcheverry, autor de um dos gols na vitória em La Paz há sete anos. Ele, o zagueiro Sandy e o meia Baldivieso são os remanescentes daquela partida histórica.
O Brasil de hoje enfrenta a Bolívia numa situação praticamente idêntica à de 93. Naquela época, o time de Carlos Alberto Parreira estava em crise e o treinador postergava a convocação de Romário. Também como Luxemburgo hoje era seu desafeto. Mas também como Luxemburgo hoje teve de se render à pressão popular e convocar Romário como salvador da pátria. Daquela vez, deu certo: Romário destroçou o Uruguai e garantiu a vaga na Copa-94 na última rodada das Eliminatórias.
A diferença é que, desta vez, os problemas de Romário com o treinador da seleção são bem maiores: o atacante do Vasco revelou profunda decepção por não ter sido incluído, sexta-feira, na lista dos jogadores que vão disputar a medalha de ouro nos Jogos de Sydney. E deu a entender, inclusive, que esta pode ser a última partida sua na seleção.


