São Paulo - Chegar na parte decisiva do Campeonato Brasileiro com chance de título não é garantia de estar empregado no ano seguinte. Se é assim com Vanderlei Luxemburgo no Palmeiras, por que seria diferente com os demais? E assim, na corda bamba, vão vivendo Celso Roth, Adilson Batista e Caio Júnior.
Sob o comando de Roth, o Grêmio foi o time que passou mais tempo na liderança da competição. Está agora a dois pontos do líder São Paulo e é, dos rivais do time paulista, quem tem a tabela teoricamente mais fácil. Portanto, as maiores chances de título.
Nem por isso o técnico está garantido. Suas recentes desavenças com a diretoria gremista devem resultar em demissão - mesmo em caso de título. Os nomes de Adilson Batista e Renato Gaúcho, ambos ex-ídolos do Grêmio, já podem ser ouvidos nos corredores do Olímpico, em Porto Alegre, embora a diretoria gaúcha negue o interesse pelo técnico vascaíno.
Enquanto Adilson goza de prestígio no Rio Grande do Sul, enfrenta resistência em Minas Gerais. É acusado de "inventar" quando escala o Cruzeiro. Segundo os detratores, o time não está em posição mais cômoda por causa de suas invencionices. Paulo Autuori é o nome preferido na Toca da Raposa.
Pela primeira vez na história, o Flamengo disputa um campeonato de pontos corridos com alguma regularidade. O fato, contudo, não garante sossego a Caio Júnior. Seu estilo apaziguador não é bem visto na Gávea - é tido como "fraco" e "sem pulso".
Curioso é que o nome de Renato Gaúcho aparece com alguma possibilidade nas três equipes citadas. Logo ele que nesta temporada "conseguiu" manter o Fluminense e Vasco por muitas rodadas na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro.

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