Santos - Vágner Mancini considerou normal a queda de produção do Santos no empate sem gols com o Barueri, no sábado, em Barueri, e não fará mudanças para o duelo contra a Portuguesa, na próxima quinta-feira, na Vila Belmiro. O técnico gostou da produção dos três jogadores que entraram no segundo tempo, destacando que Pará, Molina e Roni foram bem e criaram oportunidades de gol, mas prefere manter a escalação em busca de regularidade de produção.
Na volta aos treinos, hoje, às 9 horas, no CT Rei Pelé, Mancini inicialmente vai analisar para o grupo o comportamento da equipe na partida de sábado, mostrando acertos e erros e dando atenção especial a dois jogadores: o mais novo dos titulares, o garoto Neymar, e o mais experiente, Kléber Pereira.
''Por mais que o técnico estabeleça uma estratégia de jogo e oriente os atletas, em campo é preciso que eles façam a sua leitura do que acontecendo'', ensinou o treinador, referindo-se a Neymar.
Mancini acha normal que o garoto vá muito bem num jogo na Vila Belmiro, como contra o Santo André, no meio da semana passada, e depois se perca diante de uma marcação mais pesada como a do Barueri. ''Mas ele poderia dificultar a marcação do adversário se procurasse jogar pelos lados do campo'', explicou o treinador, que também não gostou de ver o menino tentar driblar adversários no campo santista. ''É perigoso demais'', alertou o treinador.
Percebendo que cresce a pressão de parte da torcida contra Kléber Pereira, Mancini sai em defesa do atacante. ''O momento não é de queimá-lo e, sim, de apoiar e dar a mão ao nosso artilheiro'', pregou o técnico.
Léo acreditava que voltaria a treinar hoje, mas os médicos ainda não fazem previsão para o seu retorno. E quando estiver em condições, dificilmente o lateral-esquerdo vai conseguir tirar Triguinho do time. Depois da conversa que teve com Pelé, a quem chama de ''seu Pelé'', o ex-botafoguense fez um dos gols da vitória contra o Santo André e foi o melhor em campo contra o Barueri.

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