A Vadam - promotora do GP do Brasil de Motociclismo - e a Prefeitura do Rio prepararam uma grande festa para a corrida do dia 18 de outubro, com shows de rock na praia, feira, passeios de moto e outros eventos paralelos. Mas o velho problema de sempre ameaça o sucesso da prova: o asfalto do autódromo de Jacarepaguá foi reprovado na vistoria da Federação Internacional de Motociclismo (FIM) e está sendo refeito às pressas.
Todo ano é a mesma novela: seja na F-1, na F-Indy ou no motociclismo, os governos do Rio e de São Paulo não conseguem contratar empresas que asfaltem os circuitos de Interlagos e Jacarepaguá de acordo com as normas das federações internacionais. O trabalho feito em março no Rio pela empreiteira encarregada de recapear o asfalto da Indy está sendo refeito apenas seis meses depois.
A prefeitura ainda não pagou toda a fatura do primeiro serviço e pediu à mesma empresa que o refizesse. Moraes disse que o terreno pantanoso do autódromo contribuiu para que o asfalto cedesse. Mas, no laudo técnico da Federação Internacional de Motociclismo (FIM), constatou-se que o asfalto não tinha a composição adequada, porque não foi usado betume - material mais caro - nas doses recomendadas.
A pista terá de passar por nova homologação domingo. Dois representantes da FIM e da associação dos pilotos inspecionarão o asfalto após as provas de 125 cc, 500 cc e Superbike do Campeonato Brasileiro. Os inspetores querem avaliar se o novo asfalto resiste ao peso das motos em alta velocidade. Se novos buracos se formarem, existe até o risco de cancelamento do GP, ou, como em anos anteriores, de os pilotos ensaiarem greves e protestos durante o fim de semana da prova.
Os organizadores prepararam a festa para Alexandre Barros (foto). O brasileiro disputa pela primeira vez o GP do Brasil com uma Honda de 4 cilindros, igual à dos pilotos de ponta.

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