Edna Mendes
De Cornélio Procópio
A mesatenista Daniela Bassi, de Santa Mariana (16 quilômetros a leste de Cornélio Procópio), poderia ter brilhado nos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg, no Canadá, se não fosse pela falta de patrocínio que a deixou de fora de torneios importantes que garantiriam sua classificação. Aos 19 anos, Daniela acumula 160 medalhas e 40 troféus conquistados em campeonatos por todo o País, mas não foi ao Pan por não ter tido condições de treinar em grandes centros, como São Paulo, onde suas companheiras de equipe treinam.
Entre as conquistas mais recentes de Daniela estão o terceiro lugar na Copa Brasil, que terminou esta semana em Itajubá (MG); o primeiro lugar em dupla e o primeiro em equipe dos Jogos Regionais de São Paulo; o primeiro lugar individual e o segundo lugar em equipe e em dupla nos Jogos Abertos de Cascavel; quinto lugar na Copa Brasil, disputada em Santos (SP); segundo lugar individual na 1º Copa de Porto Alegre (RS), entre outros.
Daniela, que se apaixonou pelo esporte aos seis anos, treinando numa mesa que a família mantinha em casa, só consegue competir por causa da ajuda de parentes e amigos que patrocinam suas viagens. Os treinos diários são realizados na Associação Cultural e Recreativa de Santa Mariana, que cede o espaço a ela.
A maratona de Daniela para vencer no tênis de mesa não se resume apenas aos treinos e preparo físico. A cada campeonato a própria atleta precisa correr atrás de patrocínio. ‘‘Na maioria das vezes é a minha mãe que me ajuda. A prefeitura banca algumas competições, mas é muito difícil convencer os empresários da importância do patrocínio para o esporte. Se eu tivesse uma patrocinador fixo, tenho certeza que eu teria conseguido ir para Winnipeg’’, destaca.

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