Monza, Itália - Os dois erros cometidos por Nico Rosberg no mesmo ponto do circuito e a consequente perda da liderança do GP da Itália para Lewis Hamilton foram suficiente para que "teorias da conspiração" circulassem pelo paddock de Monza após a 13ª etapa do Mundial de F-1, disputada neste domingo.
Por conta do imbróglio entre a dupla da Mercedes na etapa anterior do campeonato, quando Rosberg, na tentativa de superar o companheiro, acabou batendo no carro de Hamilton e destruindo sua corrida, a dúvida que ficou depois da prova italiana era se os erros haviam sido uma maneira de "corrigir a injustiça" acontecida no GP da Bélgica.
Chefe da equipe alemã, Toto Wolff riu da sugestão ao ser questionado se as saídas de pista de Rosberg não haviam sido uma maneira de a Mercedes punir Rosberg pelo acidente em Spa, há duas semanas. "Só alguém com uma mente paranoica poderia ter uma ideia como essa. Se tivesse sido esta nossa ideia, porém, teria sido uma excelente", afirmou o dirigente, às gargalhadas.
"Pelo que apuramos até agora não houve nenhuma falha no freio do carro do Nico que fizesse ele perder a chicane duas vezes. Realmente foi estranho vê-lo errar aqui porque ele raramente comete erros e desta vez foram dois no mesmo lugar. Mas desde o começo do final de semana o Lewis estava muito rápido e foi o mesmo na corrida. Acho que ele se sentiu pressionado", completou Wolff.
O piloto alemão, que viu sua liderança no Mundial diminuir de 29 para 22 pontos com o resultado do GP da Itália, também negou qualquer ato premeditado. "Se o time te pede uma coisa destas você faz, mas não havia razão para me pedirem isso", afirmou Rosberg.

FELIPE MASSA
A terceira colocação de Felipe Massa no GP da Itália, que acabou com jejum de pódios do piloto brasileiro, será fundamental para que a Williams consiga sua meta de terminar o Mundial de Construtores da F-1 deste ano com a terceira posição. Pelo menos é isso o que acredita Rob Smedley, atual chefe dos engenheiros da equipe inglesa, mas que trabalha ao lado de Massa desde seu primeiro ano como titular da Ferrari, em 2006.
"Honestamente não tenho preferência entre Felipe e Valtteri (Bottas, seu companheiro de time), mas Felipe realmente estava precisando deste resultado e fiquei muito feliz. Ele precisava voltar a andar na frente, disputar posições e conseguir colocar o carro de volta no pódio. Isso vai ser muito importante para ele psicologicamente", afirmou Smedley.
"Acho que o fato de ele ter voltado a subir no pódio vai ser positivo não só para ele, mas também para a equipe, porque precisamos dele na frente, ganhando bons pontos, assim como o Valtteri tem feito. Espero que Felipe recupere sua confiança com este resultado".
A terceira posição do brasileiro e o quarto lugar conquistado por Bottas em Monza, aliados a uma péssima apresentação da Ferrari diante de sua torcida, fizeram com que a Williams roubasse da escuderia italiana o terceiro posto no campeonato de construtores. O time soma 177 pontos contra 162 da Ferrari.

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