Londres - A ordem dada pela Mercedes ao inglês Lewis Hamilton para ceder a sua posição ao alemão Nico Rosberg durante o GP da Hungria, no último domingo, que não foi acatada pelo campeão mundial de 2008, segue provocando polêmica. Por isso, o chefe da equipe, Toto Wolff, se pronunciou sobre o assunto nesta quarta-feira. Ele defendeu a instrução dada, mas garantiu ter aceitado a recusa do seu piloto em abrir passagem, além de garantir que ambos estão livres para lutar entre eles durante as provas desta temporada da Fórmula 1.
"Pedimos a Lewis para deixar Nico passar porque achávamos que ambos tinham chance de vencer a corrida com as estratégias. Mas Nico nunca se aproximou o suficiente para fazer a manobra", disse o dirigente, em entrevista ao site oficial da Mercedes. "Em última análise, ficamos confortáveis com a decisão de Lewis de manter a posição", completou.
Toto Wolff admitiu que recusar ordem da equipe não é normal na Fórmula 1, mas destacou que a atual situação da Mercedes não é mais usual, afinal, seus dois pilotos lutam pelo título da temporada. "Quando se trata de pilotos da mesma equipe que executam estratégias diferentes, é normal não tornar difícil a vida para o outro quando se trata de ultrapassagens. Mas devemos compreender que não estamos mais em uma situação normal", disse o dirigente.
Após a disputa de 11 das 19 etapas da temporada da Fórmula 1, os dois pilotos da Mercedes dominam completamente o campeonato, com o alemão em primeiro lugar com 202 pontos, 11 a mais do que o inglês - o terceiro colocado é o australiano Daniel Ricciardo, da Red Bull, que soma 131. Na Hungria, o duelo entre eles valia a terceira posição, que acabou ficando com Hamilton, enquanto Rosberg terminou a corrida em quarto.
O chefe da equipe garantiu, inclusive, que eles estão liberados para lutar abertamente pelo título nas últimas oito corridas. "Os nossos pilotos vão continuar sendo livres para correr pelo restante do campeonato de 2014. E eles vão correr para ganhar", afirmou o dirigente.

mockup