Mercedes disputa com a Peugeot o lugar da Renault
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quinta-feira, 01 de janeiro de 1998
José Henrique Mariante Agência Folha 
Mercedes-Benz e Peugeot prometem disputar o vácuo deixado na F-1 com a saída da Renault, no final desta temporada. As duas montadoras demonstram ter ambição suficiente - leia-se dinheiro - para transformar suas unidades em usinas de vitórias e títulos, a exemplo do que a fábrica francesa fez nesta década, equipando Williams e Benetton.
A Mercedes saiu na frente na corrida graças à sua associação com a McLaren, que, apesar de ainda buscar reviver o desempenho dos anos 80, é um dos quatro times de ponta da categoria.
A Peugeot optou por um caminho mais árduo. Associou-se com a Jordan em 95 e agora abraça o projeto francês de Alain Prost, procurando ascender ao grupo de elite. Preterido pela McLaren no final de 94 em favor da Mercedes, o projeto da Peugeot dá a impressão de ter mais alicerces, com uma preocupação de longo prazo. O programa alemão, em contrapartida, é bem mais imediatista e dispendioso - especula-se que a fábrica tenha mesmo comprado parte das ações da McLaren.
O desempenho dos motores em 97 espelha de forma fiel a filosofia de seus fabricantes: enquanto os Peugeot trocaram a falta de confiabilidade pela maior velocidade final da categoria, os Mercedes se mostraram mais potentes e, mas sujeitos a quebras.


