Arquivo FolhaPole positionDepois que Damon Hill decidir por qual equipe vai correr em 98, o restante dos pilotos
irá se mexer O mercado de pilotos deverá pegar fogo no final de semana em Hockenheim, durante o GP da Alemanha de Fórmula 1. O anúncio da contratação de Giancarlo Fisichella pela Benetton, terça-feira, deu a largada às negociações entre donos de equipes e pilotos. O pivô desse mercado é o campeão do mundo, Damon Hill, que não ficará na Arrows em 98. Depois de Hill decidir qual dos convites aceitará, o que deve acontecer nos três próximos GPs, quase todo o restante se definirá. Das oito vagas existentes nos quatro melhores times da F-1, apenas duas já estão preenchidas, a de Michael Schumacher na Ferrari e a de Fisichella na Benetton.
A F-1 já escondeu mais o seu jogo. De hoje até domingo vários pilotos entrarão nos motorhomes de escuderias concorrentes sem disfarçar que estão mesmo falando do futuro. O pacote técnico a sua disposição, o quanto receberão, ou mesmo terão de levar em patrocínio, garantias e obrigações são discutidos. Por enquanto, sabe-se por exemplo que David Coulthard, atualmente na McLaren, interessa a Ferrari para o lugar de Eddie Irvine. Schumacher é contra o negócio e sua opinião pode prevalecer.
Damon Hill já foi convidado oficialmente por Alain Prost para correr pela sua organização, a Prost Grand Prix, e também pela escuderia suíça Sauber. Damon só irá disputar o Mundial de 98 por um desses dois times se não der certo seu projeto de transferir-se para a McLaren, a fim de reviver sua parceria com o novo projetista da McLaren, Adrian Newey, ex-Williams. Mas se depender do diretor esportivo da Mercedes, Norbert Haug, Damon não vai para a McLaren. ‘‘David Coulthard era sistematicamente mais rápido que ele’’, afirma, reprovando o negócio. Coulthard e Hill dividiram a Williams em 95.
Dois experientes, velozes e renomados pilotos estão procurando emprego: Gerhard Berger e Jean Alesi, ambos da Benetton. O finlandês Mika Hakkinen, da McLaren, talvez ainda não saiba, mas parece provável que terá de bater à porta de outras escuderias. Apesar da chuva que não pára de cair há duas semanas no Sul da Alemanha, o tempo irá esquentar no paddock da F-1.

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