Silverstone, Inglaterra - O que irá acontecer hoje nos treinos livres, amanhã na classificacao e domingo na corrida ainda não entrou na pauta do GP da Inglaterra. O assunto ontem no circuito de Silverstone era quem vai correr aonde em 2005. O mercado de pilotos, com a oficializacao de Ralf Schumacher na Toyota, quarta-feira, desencadeou uma reação em cadeia na Fórmula 1.
A grande notícia do dia vem da Toyota, equipe que todos reconhecem que para ser grande é apenas uma questão de tempo: está mesmo interessada em Mark Webber, hoje na Jaguar, e candidato na Williams também.
Muita gente deu risada, ontem, tentando imaginar a cara de Frank Wiliams ao ouvir de Mark Webber algumas exigências, como poder participar da escolha do outro piloto da equipe. Webber não aceita competir ao lado de Jacques Villeneuve. Comenta-se que Frank Williams, com sua classe, lógico, o mandou passear.
Com os rumores de Silverstone e a informação de Webber publicada ontem pela influente revista inglesa Autosport, as possibilidades de Cristiano da Matta ou Olivier Panis permanecerem na Toyota diminuiram bastante, embora nada tenha sido definido ainda.
O que está mexendo com meio mundo na Fórmula 1 também é que um time de ponta tem duas vagas em aberto. Há muito tempo uma organização potencialmente vencedora, como a Williams, não experimentava situação semelhante. O italiano Giancarlo Fisichella, agora na Sauber, é a bola da vez na Williams. Suas chances de disputar o próximo campeonato na escuderia inglesa são grandes.
O escocês David Coulthard lançou até um desafio na imprensa inglesa: ''As pessoas vivem dizendo que Kimi Raikkonen é o melhor piloto do grid, futuro campeão do mundo. Tenho ainda oito etapas para provar que estão erradas.'' Raikkonen e o seu companheiro na McLaren e Coulthard não tem ainda contrato com ninguém para a próxima temporada.
''Meus resultados são o meu cartão de visita'', afirmou. Desde a sua estréia na Formula 1, em 1994, venceu 13 vezes e largou em 12 oportunidades na pole position.
Está na McLaren desde 1996, há nove anos. É a maior longevidade na relação de um piloto com uma equipe. O que se desconhecia era sua visão tão crítica a respeito de Raikkonen, não expressada até então. ''Este ano mesmo fui mais veloz que ele em várias provas.''
Além da Williams, a BAR é o time que mais gera candidatos para piloto. Jenson Button deixou claro ontem, não se interessar em regressar a Williams, de onde foi sumariamente dispensado no fim de 2000, depois de excelente campeonato de estréia. ''Vou ganhar minha primeira corrida aqui e será na BAR que irei disputar o título'' afirmou Button ainda em Ímola.
E entre a Williams e a BAR há hoje uma diferença grande de performance. A favor da BAR. A origem de tanta gente procurar o seu diretor-geral David Richards e sua vontade de substituir Takuma Sato. ''Sem dois pilotos regulares não conseguiremos fazer mais do que estamos fazendo'', disse Richards em Nurburgring. A BAR é a terceira entre os construtores e vê a Renault distanciar-se num excelente segundo lugar.
Dos 62 pontos da BAR este ano, Button foi o responsável por 48. Sato dá o espetáculo mas é pouco eficiente. Teve seis motores rompidos, diante de nenhum do inglês. Sato, porém, conta com o apoio da Honda, fornecedora de motor da BAR, e não deve deixar a escuderia.

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