A londrinense Carmem Carolina, tem uma motivação a mais para participar da sua primeira Olimpíada. Ela recebeu de presente dos amigos de Londrina e de Curitiba, onde cursou o primeiro ano de Educação Física, dois cadernos cheios de mensagens de incentivo. ‘‘Tem mensagem para ler durante toda a Olimpíada’’, disse, entusiasmada. ‘‘Eles nem imaginam o bem que as mensagens já estão me fazendo.’’
E não são só as mensagens que estão motivando a atleta, que estreiou no tae kwon-do há oito anos, simplesmente por morar perto de uma academia em Londrina. ‘‘Só tenho motivos para comemorar. Até mesmo a confusão com a confirmação da minha vaga me incentivou. Fez com que eu treinasse ainda mais para provar que deveria estar aqui’’, comentou. A disputa pela vaga olímpica, que conquistou quando venceu o Pan-Americano, em outubro passado, em Miami, foi parar na justiça. Tudo porque a Confederação da modalidade decidiu fazer novas seletivas para decidir quem iria aos Jogos. A justiça foi feita e a vaga ficou com a paranaense, que sabe a responsabilidade que tem por ser a única representante do país. ‘‘Estou carregando uma geração de taekwondistas nas costas. São mais de 200 mil praticantes no Brasil e só eu estou aqui para representá-los.’’
A atleta torce apenas para não cruzar com as coreanas, turcas e chinesas taipeinianas. ‘‘Elas são muito fortes. Quero encontrá-las só na final’’. Mas se depender da sorte que o técnico Carlos Negrão diz que Carmem tem, estas adversárias vão passar bem longe da atleta nas eliminatórias. ‘‘Ela sempre teve muita sorte. Sorte aliada com um rendimento de 110% que ela precisa ter aqui, vai dar medalha com certeza. Estou certo que vamos fazer história nesta Olimpíada’’, diz o técnico, confiante.

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