'Meninos da periferia se esforçam mais'
Meninos da
periferia se
esforçam mais
O treinador Ivan Carlos Alves (foto) conhece bem o futebol-moleque. Atuando há dois anos na escolinha do Flamengo Esporte Clube, em Foz do Iguaçu, toda semana ele recebe garotos que sonham em ser craques. Juntamente com outro treinador, José Ávila, ele é responsável pela seleção dos jogadores que poderão atuar nas categorias pré-mirim (10 e 11 anos), mirim (12 anos) e infantil de futebol de campo. A escola também ensina futebol de salão, com crianças desde os 5 anos de idade. Hoje, há aproximadamente 300 alunos.
A escolinha do Flamengo atende sem distinção a todas as crianças que demonstrarem intimidade com a bola. Mas o treinador informa que os meninos mais pobres - embora sejam apenas 30% dos alunos - geralmente se destacam. Não que os mais ricos sejam piores, mas os meninos da periferia parecem ter mais tempo para treinar e se esforçam bastante, explica.
No Flamengo, os craques da periferia sempre ganham bolsa e não pagam mensalidade na escolinha. Mas, às vezes, falta dinheiro para o passe de ônibus, situação que tira inúmeros garotos habilidosos da escola.
O segredo para transformar moleques em craques, segundo o professor Ivan, está em ensinar fundamentos do jogo, disciplina, estratégia, marcação e respeito ao adversário. Tem garoto que chega batendo só embaixada e dando cabeçada, mas depois aprende a marcar e jogar bonito, com eficiência. Ex-volante do Atlético-PR, Mixto (MS) e Foz, Ivan tem apenas 26 anos de idade e diz que se realiza treinando a meninada: Aqui a gente prepara o futuro do futebol-arte.





