O menino tímido, que nasceu em Uraí, teve a sua vida totalmente modificada em apenas quatro anos, desde que chegou ao Atlético. Neste período, ele conquistou três títulos paranaenses, um brasileiro e agora o mundial. Mesmo assim, Kléberson ainda tenta se acostumar ao assédio e, agora, até a dar discursos.
Em um palco, montado na Arena da Baixada, o jovem de 23 anos completados em plena Copa do Mundo fez ontem um pequeno discurso agradecendo o carinho da torcida. ''Sou penta graças ao apoio de vocês todos. Muito obrigado e tenham certeza que meu coração, inteirinho, é do Atlético Paranaense e lá na Coréia e no Japão eu sentia o carinho de vocês'', disse o jogador.
Ele recebeu uma placa, a primeira que ficará na entrada principal do estádio, dada pelo clube, com esta frase: ''Kléberson, o Clube Atlético Paranaense sente-se honrado em revelar ao mundo seu ilustre guerreiro e compartilhar esta emoção com 170 milhões de apaixonados pentacampeões''.
Depois, recebeu uma réplica da taça pentacampeã e quebrou o protocolo. Pulou a fita que delimitava o palco e correu pelo gramado da Arena, quase numa volta olímpica, ficando mais perto dos torcedores. Depois, escoltado por seguranças, voltou aos vestiários para uma entrevista, enquanto os torcedores continuavam vibrando e gritando ''Furacão, ê ô, Atlético ê ô''.
''Sou uma pessoa humilde ainda'', assegurou ele na entrevista. Agora, ganha uns dias de folga em Ibiporã. Mas antes de voltar para o sítio da família, tem ainda mais um compromisso hoje. Com o colega Ricardinho, deverá lançar, no Palácio Iguaçu, um selo comemorativo ao pentacampeonato e receber, das mãos do governador Jaime Lerner (PFL) a Ordem do Pinheiro em homenagem aos atletas que representaram o Paraná na Copa. (L.C.O.)

mockup