Meninas do vôlei não terão de usar o short polêmico
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quarta-feira, 19 de agosto de 1998
Agência Estado 
A Federação Internacional de Vôlei (FIVB) autorizou a seleção brasileira feminina a disputar o Grand Prix Mundial com seu uniforme tradicional (sunga e camiseta) em lugar do macaquinho aprovado pela entidade para a competição. No entanto, as brasileiras deverão usar o novo uniforme na partida de estréia, amanhã, contra a Itália.
A polêmica começou com reclamações do técnico Bernardinho e das jogadoras quanto às dimensões do novo uniforme, considerado desconfortável. As jogadoras alegam que durante o jogo a perna do short sobe e os movimentos ficam prejudicados.
Como nem todas as jogadoras trouxeram seus uniformes antigos, a Olympikus, que fornece o material esportivo da seleção, enviou ontem uma remessa dos modelos tradicionais. Porém, como a viagem do Brasil até Macau dura cerca de 30 horas, é pouco provável que o material chegue antes da estréia do Brasil no Grand Prix, fazendo com que as brasileiras devam usar o macaquinho, feito de suplex, no primeiro jogo.
Adaptação - Em quadra, o técnico Bernardinho está muito satisfeito com a adaptação do time ao fuso horário de 11 horas a mais entre Brasil e Macau. Ao contrário do que eu imaginava, as jogadoras estão se adaptando mais fácil ao fuso, avaliou Bernardinho. Ontem, chegaram a Macau as seleções da Itália, do Japão e da Rússia, adversárias do Brasil.


