São Paulo - A seleção brasileira de vôlei enfrenta hoje as donas da casa, às 9h30 (de Brasília), em Riesa, para tentar assumir o segundo lugar do Grupo G e continuar a depender apenas de seus resultados na disputa por uma das vagas nas quartas-de-final do Mundial da Alemanha.
A derrota por 3 sets a 0 ontem, para os EUA, e a surpreendente vitória da Holanda sobre as alemãs por 3 a 1, colocou o Brasil na última colocação de seu grupo.
Uma vitória hoje deixa a seleção em situação mais confortável, já que o time terá de decidir a classificação contra a Holanda, teoricamente seu adversário mais fácil.
Já as alemãs terão tarefa mais difícil, enfrentam as favoritas norte-americanas na última rodada.
Se perder, o Brasil terá de derrotar as holandesas e dependerá do saldo de sets para se classificar após a primeira rodada, tem o pior desempenho (3 negativos).
Avançam à próxima fase os dois primeiros de cada grupo, mais os dois melhores terceiros lugares.
As atletas do Brasil acreditam que terão mais facilidade hoje.
Ontem, contra os EUA, o time não ameaçou o rival nos dois primeiros sets. No terceiro, esboçou uma reação e chegou a ter a chance de fechar o jogo, mas faltou calma à equipe. As norte-americanas fecharam o jogo em 3 sets a 0, parciais de 25/20, 25/21 e 26/24.
''O nosso jogo casa melhor com o da Alemanha, que não tem bolas de ataque tão rápidas'', disse a meio-de-rede Valeskinha.
As alemãs também não têm bloqueio tão eficiente quanto o dos EUA. No jogo, as norte-americanas fizeram 14 pontos contra apenas sete do Brasil. Nos outros fundamentos, a superioridade em pontos marcados não foi tão evidente 38 a 36 de ataque, 3 a 2 no saque, e 21 a 20 em erros do rival.
''Não foi só o bloqueio que fez a diferença. É um time mais experiente e acostumado com decisões. Ainda cometemos erros bobos'', disse Marcelle, que, após a rodada de ontem, assumiu a primeira colocação nas estatísticas de levantamento, com média de 13,11 acertos por set.
O time brasileiro deve começar a partida contra a Alemanha novamente com Marcelle, Luciana, Paula Pequeno, Sassá, Karin, Valeskinha e a líbero Fabi.

mockup