São Paulo - A equipe brasileira feminina de ginástica artística garantiu ontem vaga na final por equipes do Campeonato Mundial, em Aarhus, na Dinamarca, ao terminar a fase de classificação com a sétima posição entre as 23 equipes - melhor colocação já alcançada pelo país na história. A disputa da final será realizada hoje e contará também com as equipes de Estados Unidos, China, Ucrânia, Rússia, Romênia, Austrália e Espanha.
Destaque da equipe, a jovem Laís Souza, de 17 anos, se classificou para quatro finais e ainda será reserva em outro aparelho. Ela estará na decisão por equipes, no individual geral, no salto e no solo e ainda pode competir na trave.
Ela terminou em quinto lugar no individual geral, perdendo apenas uma posição em relação ao primeiro dia da fase de classificação. A única que ultrapassou a brasileira foi a inglesa Elizabeth Tweddle, quarta colocada, com 59,975 pontos, contra 59,875 de Laís. Nenhuma atleta russa, chinesa ou ucraniana, tradicionais na competição, conseguiram pontuação maior.
Laís também se classificou para as finais do solo, com o quinto lugar (15,150), e para o salto, com a oitava melhor nota (14,950). Na trave, ela obteve a 14 nota, mas é a terceira reserva, já que apenas duas atletas de cada país podem competir em cada uma das finais.
Daniele Hypólito, que já conquistou uma medalha de prata no solo em mundiais, se classificou apenas para o individual geral. Ela terminou em 22º lugar com 57,800, mas passa à decisão na 18 posição.
Maior nome da ginástica no país, Daiane dos Santos se salvou no Mundial. Após o primeiro dia da fase de classificação ela corria sérios riscos de ficar fora da final do solo, aparelho em que é a atual campeã mundial. Ela se classificou em oitavo lugar, com 15,050 pontos, e contou com atuações ruins de algumas das favoritas. Daiane era a quinta colocada antes de Rússia, China e Ucrânia, por exemplo, se apresentaram.

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