No dia em que o Santos comemora o seu centenário, não há como não lembrar daquele que até hoje é considerado por muitos o maior time da história do clube. Craques que marcaram época no futebol brasileiro, Coutinho, Dorval, Mengálvio, Pelé e Pepe habitam até hoje o imaginário de quem viu aquele famoso esquadrão em ação.
Ontem, em Londrina, alguns torcedores puderam ir um pouco mais além da imaginação e reviver momentos marcantes do clube centenário com a visita de Mengálvio. Ele veio à cidade para o lançamento do selo do centenário santista, numa parceria dos Correios com o Complexo Esportivo Villa 10, única franquia do Santos no Paraná.
Aos 73 anos, o ex-jogador desfilou a mesma categoria que apresentava nos campos para relembrar momentos marcantes com a camisa santista e comentar outros assuntos da moda, como a comparação entre o atual Barcelona, melhor time do mundo, e seu Santos, que faturou praticamente tudo no Brasil na década de 60, além de duas Copas Libertadores e dois Mundiais de Clubes.
Na hora de falar sobre o time espanhol, Mengálvio preferiu evitar as comuns comparações. ''É muito difícil (comparar). É a mesma coisa querer comparar o Neymar com o Pelé, ou Pelé e Maradona. O Barcelona tem uma equipe com estrutura bem montada, que procura dar dois toques na bola, evita errar passes, mas não dá para comparar com a nossa, pois são estilos de jogo completamente diferentes. Na nossa época não havia tanto toques de bola como tem hoje, a gente evitava dar muitos toques na bola e jogava muito ofensivamente'', analisou o ídolo santista.
Lembrado até hoje por seu estilo clássico de jogar, o ex-meia santista defende que toda equipe precisa ter um cérebro, um jogador que pense o jogo, a exemplo do que ele fazia. ''Toda equipe precisa ter um meio-campo bem formado e ter um jogador com o estilo do Ganso, do Alex, do Corinthians, que dão ritmo e padrão à equipe. É como uma orquestra que precisa ter um maestro'', lembrando nomes como Didi, Jair da Rosa Pinto, Gérson, Ademir da Guia.

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