Memórias de um time multicampeão
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domingo, 06 de fevereiro de 2011
Renato Oliveira <br> Reportagem Local 
O handebol chama pouco atenção do torcedor. Imagine feminino, mais restrito ainda. Mas a modalidade onde a bola é jogada com as mãos tem um capítulo à parte na história do esporte amador de Londrina e Cambé. E pode ganhar o livro até o final do ano envolvendo alunos e professores do Departamento de Esporte, da Universidade Estadual de Londrina (UEL).
Coordenado pelo docente Elói Zamberlan, o projeto de pesquisa foi batizado de ''A história do handebol feminino da Região Metropolitana de Londrina''. A intenção é reunir o máximo de informações referentes ao período entre 1982 e 1994, quando o grupo transitou entre as duas cidades.
Munido de relatórios, súmulas dos jogos, fotografias e recortes de jornais, Zamberlan pretende organizar todo o material para não se perder ou deteriorar pelo tempo. ''Tenho tudo guardado desde o começo'', frisa.
Outra fonte de pesquisa são as entidades que a equipe representou na época como a Apuel, Fundação de Esportes de Londrina (FEL) e a Prefeitura Municipal de Cambé.
A vida do time pode ser dividida em três momentos distintos. A primeira fase foi 1981/83, quando jogadoras e comissão técnica estavam sediados em Londrina. O período áureo do handebol feminino foi entre 1983 e 1991, quando o time ganhou títulos atrás de títulos jogando por Cambé. Na sequência se transferiu para Londrina onde terminou em 1994.
''Tudo começou na UEL. Na época o reitor fez uma parceira com a Apuel. A equipe passou a pensar mais alto e partiu para campeonatos. Como não encontramos respaldo na cidade para competir fizemos uma parceria com a Prefeitura de Cambé que durou até os anos 90'', explicou, lembrando que a empreitada tinha patrocínio da Incolustre, que dava nome a equipe.
Neste período o time acumulou vários triunfos. Foi sete vezes campeão da Taça Brasil, ganhou quatro Campeonatos Brasileiros de Clubes, dois títulos Sul-Americanos e outros dois nos Jogos Universitários Brasileiros (Jub's).
''Na somatória do período foram 53 títulos de campeão. Uma trajetória vitoriosa no período. A equipe era de nível nacional, fui até convidado para dirigir a seleção brasileira. A base era do time da região'', recorda-se Zamberlan.
Dentre os nomes de destaque, além de Soraya Novaes que estava entre as melhores jogadoras do país, ele cita Jayne Borim e Vanda Sanches que hoje tocam o futsal feminino da cidade como descobertas nesta equipe de handebol.
Zamberlan explica que, desde o final do projeto, o handebol feminino perdeu expressão na região. ''Ficamos dois anos esperando alguém se manifestar em termos de patrocínio. Como não houve recursos o projeto foi interrompido. Desde então essa modalidade profissional no feminino não existe mais na região'', sacramenta.
Quem tiver recortes de jornais, fotos ou informações úteis pode entrar em contato com Elói Zamberlan pelos telefones (43) 9604-1111 e 3371-4208.


