MEMÓRIA - LEC completa 12 anos sem um título importante
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domingo, 19 de dezembro de 2004
Thiago Mossini<br> Reportagem Local 
O Londrina comemora hoje uma incômoda marca: 12 anos sem títulos expressivos. No dia 19 de dezembro de 1992, o clube batia o rival União Bandeirante, na final caipira, por 1 a 0, com um gol do zagueiro João Neves e conquistava seu terceiro título estadual.
O Estádio do Café lotado, viu pela última vez o Tubarão levantar uma taça importante. Os carros, motos, caminhões e ônibus tomaram as ruas com bandeiras e camisas, comemorando a conquista.
Nos 12 anos seguintes, a cidade ainda viu alguns times bons, mas que não conseguiram alcançar o sucesso. Em 93 e 94 o Londrina, mantendo a base, foi vice-estadual. Também em 94 ganhou a Taça Cidade de Curitiba, que tinha a participação também de Atlético, Paraná e Coritiba. Em 96 e 98 a equipe chegou ao quadrangular final da Série B do Campeonato Brasileiro e, em 99, conseguiu o título da Segunda Divisão Paranaense.
Final de 92 A decisão do Campeonato Paranaense de 92 foi um dos momentos mais emocionantes da história alviceleste. A decisão seria toda em Londrina porque o Estádio Comendador Luís Meneghel, em Bandeirantes, não tinha capacidade para receber os jogos. Na primeira partida, 0 a 0. E a decisão ficava para o segundo jogo.
Depois de estar vencendo por 2 a 0, o União teve uma desagradável surpresa. Tadeu, de pênalti, diminuiu. Mas o Londrina, no entanto, parecia não ter forças para reagir. Os torcedores já deixavam o Estádio do Café desolados e todos no banco do adversário comemoravam o título até que o que parecia impossível aconteceu.
''Faltando 30 segundos para terminar o jogo, Tadeu cobra fechadinho e é gol. Goool! Gol de Márcio. Grite comigo galera. Gol de Márcio para o Londrina. O que já estava perdido volta a acontecer tudo novamente no coração do meu povo. A alegria renasce no coração entristecido da gente alviceleste. Chora vibra, ri, explode coração. Explosão da galera no Café. As bandeiras estão tremulando. É um barulho ensurdecedor. O Márcio foi, matou o União, empatou o jogo e provoca a terceira partida''. Conforme narrou o locutor da rádio Paiquerê AM, Alcir Ramos, o gol de Márcio Alcântara matou o União.
No terceiro jogo, o herói Márcio estava suspenso e deu lugar a João Neves. Por ironia do destino, foi dele o gol que deu o título ao Londrina.
''Foi uma alegria muito grande, principalmente para mim. O técnico (Varlei de Carvalho) estava suspenso e o Aldivino Generoso, que estava no lugar dele foi expulso. Então assumi o time nos 20 minutos finais'', relembrou o preparador físico José Carlos Venturini, que junto com o massagista Alberto Fujimori e o mordomo Osni dos Santos, o Ni, ainda fazem parte da comissão técnica do time.
''Foi a primeira vez que vi o Estádio do Café com aquela galera e ganhar do União ainda por cima'', contou Márcio Alcântara. ''Metade do time era prata-da-casa e por isso vencemos. A partir do momento que o Londrina usar jogadores feitos aqui voltará a ser vencedor'', completou.


