Port Elizabeth - Felipe Melo prometeu aos três filhos que levaria o título da Copa do Mundo para casa. Não vai levar. Garantiu ao pai, um crítico severo a quem ouve desde que pisou na África do Sul, que iria maneirar nas faltas e que se policiaria com as expulsões que o perseguiram na temporada na Itália. Também ficou devendo. Por fim, convenceu Dunga que devia atuar e que a posição era sua, como foi do técnico um dia numa Copa do Mundo.
A verdade é que era melhor Felipe Melo não ter feito nenhuma dessas promessas.
O jogador, no entanto, recusou-se a assumir a pecha de vilão do Brasil na Copa do Mundo. Rechaçou qualquer semelhança com a era Dunga, de 1990, quando o Brasil caiu nas oitavas diante dos argentinos e o volante foi apontado como responsável. ''Não sou vilão. Tenho a minha parcela de culpa como têm todos os outros jogadores. Fiz uma falta normal e depois apenas tentei pegar a bola. A falta que o Pepe (de Portugal) fez em mim foi mais perigosa e ele só recebeu cartão amarelo''. (A.E.)

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